Falar Verdade a Mentir - Cap. 1: FALAR VERDADE A MENTIR Pág. 4 / 57

E então, vês tu? Oh Joaquina, anjo, mulher, sopro, silfo, demónio! eu amo-te! amo-te, porque...

JOAQUINA - Cruzes!

JOSÉ FÉLIX - Não me interrompas, não me interrompas, deixa ir. Silfo, anjo, sopro, mulher! amo-te porque o meu coração está em brasa, e tenho umas veias, e estas veias... têm umas artérias... e estas artérias têm... não têm... as artérias não têm nada; mas batem, batem como os sinos que dobram pelo finado na hora do passamento, que é morrer, morrer, morrer... oh Joaquina, morrer! E que é a morte? É a vida que cai nos abismos estrepitosos da eternidade, que é, que é...

JOAQUINA - Isso é comédia, ou tu estás a brincar comigo?

JOSÉ FÉLIX - Isto é o drama das paixões, que o sentimento, a verdade...

JOAQUINA - Pois olha: tinha uma coisa muito séria que te dizer mas como tu estás doido, adeus!

JOSÉ FÉLIX - A poesia da vida é esta, Joaquina.





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