Falar Verdade a Mentir - Cap. 1: FALAR VERDADE A MENTIR Pág. 50 / 57

.. eu não tinha tido o gosto de ver este senhor... É do Porto?

BRÁS FERREIRA - É verdade.

DUARTE - Ia jurá-lo... Nós os das províncias do Norte temos um ar de franqueza, um aberto de fisionomia... se a vossa senhoria se demorar em Lisboa, terei muito gosto de o acompanhar, de lhe servir de guia... Não faça cerimónia comigo... sinceramente lho peço... um amigo do meu sogro!...

GENERAL - Dou-lhe os parabéns, senhor Brás Ferreira: o seu genro parece um rapaz extremamente amável.

BRÁS FERREIRA, baixo ao general - Espere, espere, e depois falará. (a Duarte) É preciso que saibas, meu caro amigo, que este senhor vem a Lisboa para negócios que tem na secretaria da guerra, e precisa muito do valimento do general Lemos.

DUARTE - Melhor... Dizem que é um homem justo e imparcial; e toda a gente o estima.





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