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Adam Smith (1726-1790)
Foto de Adam Smith

Adam Smith (1723-1790) é considerado o pai da ciência económica por ter compilado as principais teorias na obra Riqueza das Nações.

Biografia de Adam Smith

Escocês de nascimento, Adam Smith fizera em Oxford os seus estudos superiores e regressara à Escócia para dar cursos livres em Edimburgo. Em 1751 obtém a cadeira de Lógica na Universidade de Glasgow, instituição prestigiada que reunia algumas das figuras cimeiras da cultura inglesa desse tempo. Transferido no ano seguinte para a cátedra de Filosofia Moral, arrasta uma existência tranquila de solteirão de província, um tanto excêntrico, mas sisudamente entregue às suas obrigações letivas, às reuniões das sociedades eruditas e à publicação das suas lições.

Espírito reflexivo e polifacetado, o seu ensino escrito abarca uma gama tão larga de matérias que o julgaríamos extravagante pelos padrões universitários de hoje, mas que atesta os superlativos dotes intelectuais do Dr. Smith. Os Essay on Philosophical Subjects, aparentemente escritos ao longo da sua primeira década de ensino em Glasgow, versam, lado a lado, a metafísica e a lógica, a física antiga e a astronomia, a poesia inglesa e a italiana, a perceção sensorial e as artes imitativas, a música e a dança. E uma outra obra do fim desse período – The Theory of Moral Sentiments – dá-lhe imediato renome nacional e projeta-o para a primeira linha dos filósofos ingleses.

As Lectures on Jurisprudence, nascidas dos seus cursos de 1762/63, já documentam o interesse crescente de Smith pelas questões económicas. Muitos dos temas nucleares que virá a desenvolver e sistematizar na Riqueza das Nações aparecem em posição destacada nas Lectures configurando, à distância, um primeiro esboço do tratado de economia que o seu amigo Hume lhe terá sugerido.

Em 1764 o remanso provinciano e universitário de Adam Smith é sacudido por uma oferta tentadora: propõem-lhe, em condições materiais que fariam sonhar qualquer proletário do ensino, o precetorado do jovem duque de Buccleuch. Smith aceita-o, até porque a sua nova posição lhe abre as portas do Continente; e, nesse mesmo ano, parte para França com o seu nobre pupilo.

Ficam para trás as corriqueiras servidões escolares, a magreza das propinas recebidas dos alunos, a insegurança quanto à velhice, agora acautelada por uma confortável aposentação. E Smith mergulha deliciado na França das «luzes» e na sua apaixonante fermentação intelectual. Os dois anos que aí vive permitem-lhe conhecer Voltaire e os chefes de fila da Fisiocracia. Liga-se a Quesnay por uma amizade que as divergências científicas não ensombram; e, ainda em França, começa a elaborar o tratado com que sonhava.

De volta a Inglaterra instala-se na sua aldeia natal de Kircaldy e consagra-se à obra da sua vida. Lentamente, ao fim de um longo decénio, a reflexão de Smith vai-se estendendo a todas as áreas da realidade económica, desembocando num largo fresco do processo de criação e circulação da riqueza, onde cada elemento é integrado «em adequada ordem e conexão com os demais». Desse labor saiu a Riqueza das Nações, uma das grandes construções intelectuais da história moderna, e o pronto renome que granjeou para o seu autor.

Com a fama vieram as pequenas honras e o apreço público dos seus concidadãos. Economista já consagrado, oferecem-lhe o cargo de Diretor das Alfândegas em Edimburgo. Nessa rendosa sinecura ocupou, sem histórias, os últimos anos da sua existência; e em 1790, solitário e discreto como sempre, deixou a sua casa e a sua bem-amada biblioteca por uma campa humilde, apenas marcada por um epitáfio modelar no seu laconismo e na sua imensa eloquência: «aqui repousa Adam Smith, autor da Riqueza das Nações».

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Obra de Adam Smith

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