Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 21: Capítulo 21

Página 171
Capítulo 21

- Então, Leôncio, - dizia Malvina a seu esposo no outro dia pela manhã, - deste as providências necessárias para arranjar-se esse negócio hoje mesmo?

- Creio que é a centésima vez que me fazes essa pergunta, Malvina, - respondeu Leôncio sorrindo-se. - Todavia pela centésima vez te responderei também, que as providências que estão da minha parte, já foram todas dadas. Ontem mesmo mandei um próprio a Campos, e não tardarão a chegar por aí o tabelião para passar escritura de liberdade a Isaura com toda a solenidade, e também o padre para celebrar o casamento. Bem vês que de nada me esqueci. Tratem de estar todos prontos; e tu, Malvina, manda já preparar a capela para se efetuar esse casamento, que pareces desejar com mais ardor, - acrescentou sorrindo, - do que desejaste o teu próprio.

Malvina saiu do salão, deixando Leôncio em companhia de um terceiro personagem, que também ali se achava, por nome Jorge, a quem o leitor ainda não conhece. Dizendo que era um parasita, ainda não temos dito tudo.

Este gênero contém muitas variedades, e mesmo cada individuo tem sua cor e feição particular. Era um homem bem apessoado, espirituoso serviçal, cheio de cortesia e amabilidade, condições indispensáveis a um bom parasita. Jorge não vivia da seiva e da sombra de uma só árvore; saltava de uma a outra, e assim peregrinava por longas distâncias, o que era da sua parte um excelente cálculo, pois proporcionava-lhe uma vida mais variada e recreativa, ao mesmo tempo que tornava sua companhia menos incômoda e fatigante aos seus numerosos amigos. Conhecia e entretinha relações de amizade com todos os fazendeiros das margens do Paraíba desde São João da Barra até São Fidélis.

<< Página Anterior

pág. 171 (Capítulo 21)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro A Escrava Isaura
Páginas: 185
Página atual: 171

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 8
Capítulo 3 16
Capítulo 4 25
Capítulo 5 27
Capítulo 6 34
Capítulo 7 43
Capítulo 8 54
Capítulo 9 63
Capítulo 10 72
Capítulo 11 81
Capítulo 12 91
Capítulo 13 102
Capítulo 14 111
Capítulo 15 122
Capítulo 16 132
Capítulo 17 141
Capítulo 18 146
Capítulo 19 154
Capítulo 20 163
Capítulo 21 171
Capítulo 22 178
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site