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Capítulo 14: CAPÍTULO XIV

Página 219

- Oh senhores! - exclamei. - Não haverá um criado? Bati as mãos, fortemente. E o mesmo doce silêncio permaneceu, muito largo, todo luminoso e arejado pelo macio ar da quinta, apenas cortado pelo saltitar dos canários nos poleiros das gaiolas.

- É o Palácio da Bela no Bosque Adormecida! - murmurava Jacinto, quase indignado, - Dá um berro!

- Não, caramba! Vou lá dentro! Mas, à porta, que de repente se abriu, apareceu minha prima Joaninha, corada do passeio e do vivo ar, com um vestido claro um pouco aberto no pescoço, que fundia mais docemente, numa larga claridade, o esplendor branco da sua pele, e o louro ondeado dos seus belos cabelos, - lindamente risonha, na surpresa que alargava os seus largos, luminosos olhos negros, e trazendo ao colo uma criancinha, gorda e cor-de-rosa, apenas coberta com uma camisinha, de grandes laços azuis.

E foi assim que Jacinto, nessa tarde de Setembro, na Flor da Malva, viu aquela com quem casou, em Maio, na capelinha de azulejos, quando o grande pé de roseira se cobrira já de rosas.

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pág. 219 (Capítulo 14)

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Capa do livro A Cidade e as Serras
Páginas: 238
Página atual: 219

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
CAPÍTULO I 1
CAPÍTULO II 15
CAPÍTULO III 26
CAPÍTULO IV 41
CAPÍTULO V 62
CAPÍTULO VI 75
CAPÍTULO VII 88
CAPÍTULO VIII 105
CAPÍTULO IX 144
CAPÍTULO X 177
CAPÍTULO XI 188
CAPÍTULO XII 195
CAPÍTULO XIII 201
CAPÍTULO XIV 212
CAPÍTULO XV 220
CAPÍTULO XVI 223