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Capítulo 1: Capítulo 1

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Havia em todo ele um air distingué (ar distinto) que revelava uma esmerada educação e denunciava uma boa origem. Sobre este assunto - o do aspecto pessoal de Smith - sinto uma espécie de melancólica satisfação em ser minucioso. A sua cabeleira faria jus a Bruto; não poderia imaginar-se outra mais abundantemente solta ou de lustro mais brilhante. Era negro-azeviche - da mesma cor, ou mais propriamente, ausência de cor, das inconcebíveis suíças. Compreenderão que não possa referir-me a estas últimas sem entusiasmo: não será exagero dizer que se tratava do mais elegante par de suíças à face da terra. Fosse como fosse, orlavam, e por vezes ofuscavam, uma boca absolutamente sem par. Esta possuía os dentes mais perfeitamente certos e mais resplandecentemente brancos que é possível imaginar. Por entre eles, em todas as ocasiões apropriadas, soava uma voz incomparável de clareza, melodia e potência. Quanto aos olhos, o homem que acabava de conhecer era proeminentemente dotado. Qualquer dos exemplares de semelhante par valia bem dois órgãos oculares do comum dos mortais. Eram de uma cor de avelã intensa, extremamente grandes e brilhantes; e apercebia-se neles, de quando em quando, aquele preciso grau de interessante obliquidade que dá significado à expressão.

O busto do brigadeiro era indiscutivelmente o mais belo vulto que jamais vi. Por nada deste mundo se poderia encontrar um único defeito nas suas maravilhosas proporções. Esta rara particularidade fazia realçar com grande vantagem um par de ombros que teria provocado um rubor de cônscia inferioridade no Apelo de mármore. Tenho a paixão dos belos ombros, e posso dizer que nunca os vira tão perfeitos. Os braços eram no seu conjunto admiravelmente modelados; e os membros inferiores não eram menos soberbos.

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