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Camilo Castelo Branco (1825-1890)
Foto de Camilo Castelo Branco

Camilo Castelo Branco (1825-1890) escreveu Amor de Perdição e A Queda de um Anjo. Realista ou Romântico?

Biografia de Camilo Castelo Branco

Camilo Ferreira Botelho Castelo-Branco, Primeiro Visconde de Correia Botelho escreveu mais de 260 livros. O seu estilo muito próprio combina o sentimento dramático do romantismo com o sarcasmo e humor negro.

 

Camilo ficou órfão na sua infância. Passou os seus primeiros anos numa aldeia em Trás-os-montes onde foi educado em casa por três tias solteiras. Aos 13 anos de idade ingressa no seminário católico de Vila Real onde foi educado por padres católicos.

Durante a sua adolescência apaixonou-se pela poesia de Camões e de Bocage, enquanto que Fernão Mendes Pinto deu-lhe o sentido de aventura. Apesar do seu interesse pela literatura e da sua especial habilidade para o grego e o latim, Camilo era um estudante distraído, muitas vezes indisciplinado e orgulhoso. 

Com apenas dezasseis anos (1841), Camilo casa com Joaquina Pereira de França e instala-se em Friúme (Ribeira de Pena). O casamento precoce parece ter sido resultado de uma mera paixão juvenil, não tendo resistido muito tempo. No ano seguinte prepara-se para ingressar na Universidade, indo estudar com o Padre Manuel da Lixa, em Granja Velha.

Ainda a viver com Patrícia Emília de Barros, Camilo publicou n'O Nacional, correspondências contra José Cabral Teixeira de Morais, governador civil. Devido a esta desavença é espancado pelo «Olhos-de-Boi», capanga do governador. As suas irreverentes correspondências jornalísticas valeram-lhe, em 1848, nova agressão a cargo de Caçadores 3. Camilo abandona Patrícia nesse mesmo ano, fugindo para casa da irmã, residente agora em Covas do Douro.

Camilo tenta então o curso de Medicina no Porto que não conclui, optando depois por Direito. A partir de 1848 faz uma vida de boémia repleta de paixões, repartindo o seu tempo entre os cafés e os salões burgueses, dedicando-se entretanto ao jornalismo.

Apaixona-se por Ana Plácido, e quando esta se casa, tem, de 1850 a 1852, uma crise de misticismo, chegando a frequentar o seminário que depois abandona. Ana Plácido tornara-se mulher de um negociante de seu nome, Pinheiro Alves, um brasileiro que o inspira como personagem em algumas das suas novelas, muitas vezes com carácter depreciativo. Seduz e rapta Ana Plácido e, depois de algum tempo a monte, são capturados pelas autoridades e depois julgados. Naquela época o caso emocionou a opinião pública pelo seu conteúdo tipicamente romântico do amor contrariado, que se ergue à revelia das convenções e imposições sociais. Presos na cadeia da relação do Porto, escreveu Memórias do Cárcere, tendo conhecido o famoso delinquente Zé do Telhado. Depois de absolvidos do crime de adultério, Camilo e Ana Plácido passam a viver juntos, contando ele trinta e oito anos de idade.

Em 1885 é-lhe concedido o título de visconde de Correia Botelho e posteriormente, a 9 de Março de 1888 casa-se finalmente com Ana Plácido.

Camilo passa os últimos anos da sua vida ao lado de Ana Plácido, não encontrando a estabilidade emocional por que ansiava. As dificuldades financeiras, e os filhos dão-lhe enormes preocupações: considera Nuno irresponsável e Jorge sofre de uma doença mental. A progressiva e crescente cegueira (causada pela sífilis), impede Camilo de ler e de trabalhar capazmente, o que o mergulha num enorme desespero.

Camilo Castelo Branco, depois da consulta a um oftalmologista que lhe confirmara a gravidade do seu estado, em desespero desfere um tiro de revólver na têmpora direita, às 15h15 de 1 de Junho de 1890, acabando por morrer às 17h00 desse mesmo dia.

Tinha 65 anos quando faleceu e foi sepultado no jazigo de um amigo, João António de Freitas Fortuna, no cemitério da Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa.
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Obra de Camilo Castelo Branco
Capa do livro Coisas que só eu sei
Ano: 1853
É a noite de Carnaval e duas pessoas, fantasiadas de dominó, encontram-se no clube. Um de cetim – homem, outro de veludo – mulher. A mulher identifica...

Capa do livro Amor de Perdição
Ano: 1862
A história de Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, dois jovens que pertencem a famílias distintas de Viseu. Entre ambos nasce um amor que são obriga...

Capa do livro Coração, Cabeça e Estômago
Ano: 1862
Um romance diferente, talvez inédito para as ideias da época, utilizado pelo autor para denunciar alguns maus hábitos da sociedade do seu tempo. Nesta...

Capa do livro A Queda de um Anjo
Ano: 1866
Um fidalgo transmontano austero e conservador, que ao mudar-se para Lisboa para exercer o cargo de deputado acaba por se deixar corromper pela luxúria...

Capa do livro O Retrato de Ricardina
Ano: 1868
O «Retrato de Ricardina» é uma Novela sentimental de Camilo Castelo Branco, cuja intriga atribulada e inverosímil ("esta novela parece querer demonstr...

Capa do livro Os Brilhantes do Brasileiro
Ano: 1869
Recebeu o público urbanamente este livro posto que o livro não se apresentasse sempre de luva branca aos seus hospedeiros amigos. Algumas vezes, o aut...

Capa do livro Maria Moisés
Ano: 1876
A novela apresenta duas partes essenciais, narrando-se, na primeira, o amor trágico de Josefa da Lage e, na segunda, a vida da sua filha, Maria Moisés...

Capa do livro Uma Praga Rogada nas Escadas da Forca
Ano: 1882
Um conto de Camilo Castelo Branco que conta uma história, supostamente verdadeira, passada em Viseu entre 1776 e 1780.

Bernardo Silva era filho bas...


Capa do livro A Brazileira de Prazins
Ano: 1882
Marta de Prazins é conhecida lá na terra por "A Brasileira" pois o pai prometeu-a em casamento a um tio que fez fortuna no Brasil. Marta é apaixonada ...


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