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Capítulo 3: Capítulo I

Página 8

CAPÍTULO I

O autor relata-nos a sua história, a da família e a sua precoce inclinação para viajar. Naufraga e salva-se a nado. Chega à costa do país de Lilliput são e salvo. É capturado e levado para o interior.

O meu pai possuía uma pequena fazenda no condado de Nottingham; eu era o terceiro dos seus cinco filhos. Quando tinha catorze anos enviou-me para o colégio universitário de Cambridge, onde residi durante três anos, consagrados inteiramente aos meus estudos. Mas como (apesar das minhas escassas necessidades) era dispendiosa a subsistência para meios tão reduzidos, entrei como aprendiz do senhor Bates, eminente cirurgião londrino com quem permaneci quatro anos. As pequenas somas de dinheiro que, de quando em quando, meu pai me enviava, investia-as na aprendizagem da navegação e de diversas áreas das matemáticas úteis para os que projectam viajar, coisa que sempre acreditei que, mais cedo ou mais tarde, concretizaria. Quando deixei o senhor Bates, voltei para junto de meu pai. Ali, com a sua ajuda, a de meu tio John e a de outros familiares, reuni quarenta libras e a promessa de uma pensão anual de outras trinta para meu sustento em Leyden, onde, sabendo que isso seria necessário para viagens prolongadas, estudei medicina durante dois anos e sete meses.

Pouco depois de regressar de Leyden, fui recomendado pelo meu bom mestre, senhor Bates, como cirurgião do Swallow, às ordens do comandante Abraham Pannell, com quem estive três anos e meio, efectuando duas viagens ao Mediterrâneo Oriental e a vários outros lugares. Quando regressei, decidi abrir consultório em Londres, com a ajuda do meu mestre, senhor Bates, que me recomendou a vários pacientes.

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Capa do livro As Viagens de Gulliver
Páginas: 339
Página atual: 8

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Carta do Comandante Gulliver a seu primo Sympson 1
Prefácio do primeiro editor Richard Sympson 3
Capítulo I 8
Capítulo II 85
Capítulo III 170
Capítulo IV 249
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