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Capítulo 6: Capítulo IV

Página 249

CAPÍTULO I

O autor inicia uma viagem, no comando de um barco. A tripulação amotina-se e encerra-o no camarote durante muito tempo; deixam-no abandonado numa praia desconhecida. Embrenha-se na região. Descrevem-se os yahoos, uma espécie animal. O autor encontra-se com dois houyhnhnms.

Se tivesse aprendido a lição de saber o que é o bem-estar, os quase cinco meses que permaneci em casa com a minha mulher e os meus filhos teriam sido de total felicidade. Deixei a minha pobre mulher em avançado estado de gravidez e aceitei a vantajosa oferta de ser comandante do Adventure, um sólido navio mercante de trezentas e cinquenta toneladas. Era um navegador experiente e, cansado de ser médico de bordo, engajei para o meu barco um tal Robert Purefoy, um jovem e destro conhecedor do ofício. Partimos de Portsmouth a 7 de Setembro de 1710; a 14 reunimo-nos em Tenerife com o comandante Pocock, de Bristol, que se dirigia ' para a baía de Campechy, para carregar madeira do México. A 16, uma tempestade separou-nos; ao regressar soube que o barco dele fora a pique e que um grumete fora o único sobrevivente. Era um homem sério e um bom marinheiro, mas algo aferrado às suas ideias, o que causou a morte dele e dos restantes. Porque se tivesse seguido os meus conselhos, estaria agora são e salvo em casa, com a família, como eu.

Vários membros da tripulação morreram por causa das febres, de modo que me vi obrigado a substituí-los nas ilhas Barbados e nas Leeward, lugares onde aportei por indicação dos fretadores que me tinham contratado. Teria muito em breve ocasião de arrepender-me desse facto, pois vim a saber que, na sua maioria, trocara marinheiros por corsários.

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Capa do livro As Viagens de Gulliver
Páginas: 339
Página atual: 249

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Carta do Comandante Gulliver a seu primo Sympson 1
Prefácio do primeiro editor Richard Sympson 3
Capítulo I 8
Capítulo II 85
Capítulo III 170
Capítulo IV 249
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