O Regresso de Sherlock Holmes - Cap. 3: A Aventura dos Dançarinos Pág. 73 / 363

Como é que teve conhecimento dele em Londres de forma a chegar cá ao mesmo tempo que eu?

- Previ-o. Vim na esperança de o evitar.

- Então deve ter provas importantes que nós ignoramos, pois dizia-se que eram um casal muito unido.

- Só tenho a prova das figuras dos dançarinos - disse Holmes. - Explicar-lhe-ei mais tarde. Entretanto, como cheguei demasiado tarde para impedir esta tragédia, estou extremamente ansioso em utilizar os conhecimentos que possuo para garantir que seja feita justiça. Aceita a minha colaboração na sua investigação ou prefere que eu actue independentemente?

- Honra-me podermos trabalhar juntos. Sr. Holmes - disse o inspector calorosamente.

- Nesse caso, gostaria de saber quais são as provas de que dispõe e examinar o local sem perda de tempo.

O inspector Martin teve o bom senso de permitir que o meu amigo agisse à sua maneira e contentou-se em anotar cuidadosamente os resultados. O médico local, um velhote de cabelos brancos, acabara de descer do quarto da Srª Hilton Cubitt, informando-nos de que os seus ferimentos eram graves, mas não necessariamente fatais. A bala atravessara a parte da frente do cérebro. e levaria provavelmente algum tempo a recuperar a consciência. A pergunta sobre se ela fora alvejada ou se teria disparado sobre si própria, o médico não se aventurou a exprimir uma opinião definitiva. Não havia dúvida de que a bala fora disparada a pouca distância. Só fora encontrada uma pistola na sala, tendo sido disparadas duas balas. O Sr. Hilton Cubitt fora alvejado no coração. Era igualmente admissível que ele a tivesse alvejado e depois a si próprio, ou ser ela a criminosa, pois a arma estava no chão, entre os dois.

- Alguém mexeu no corpo do Sr.





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