A Última Aventura de Sherlock Holmes - Cap. 7: O DESAPARECIMENTO DE LADY FRANCES CARFAX Pág. 152 / 210

Depois chamou um trem. Tive a sorte de apanhar outro e pude segui-la. Apeou-se no número 36 de Poultney Square, em Brixton. Continuei, saí à esquina da praça e pus-me a vigiar a casa.

- Viu alguém?

- Não havia luz nas janelas, salvo numa do rés-do-chão. Mas a persiana estava corrida e não pude ver nada. Fiquei ali, a pensar no que deveria fazer a seguir, quando apareceu um carro coberto com dois homens. Apearam-se, tiraram qualquer coisa de dentro do carro e levaram-na pela escada até à porta principal. Era um caixão, Mr. Holmes.

- Ah!

- Estive prestes a correr para casa. A porta fora aberta para os homens entrarem com a carga. Foi a mulher quem abriu. Mas ela viu-me de relance e penso que me reconheceu. Reparei no seu sobressalto. Fechou logo a porta. Lembrei-me da promessa que lhe fizera, Mr. Holmes, e aqui estou.

- Fez um excelente trabalho - disse Holmes, garatujando umas palavras em meia folha de papel. - Não podemos agir sem um mandado e você será de maior utilidade se procurar as autoridades e conseguir um. Talvez depare com dificuldades, mas a venda das jóias deve bastar. Lestrade cuidará dos pormenores.

- Mas podem matá-la entretanto! Que significa o caixão? A quem se destina senão a ela?

- Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance, Mr. Green. Não perderemos nem um minuto. Deixe o caso connosco. Agora, Watson - acrescentou quando o nosso cliente saiu a correr -, vamos pôr em acção as forças regulares. Somos, como de costume, os irregulares e devemos seguir o nosso caminho. A situação parece-me tão desesperada que se justificam as medidas mais extremas. Temos de chegar a Poultney Square o mais depressa possível.

»Tentemos reconstituir a situação - disse Holmes, passávamos já rapidamente pelo Parlamento e por Westminster Bridge.





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