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Capítulo 15: Capítulo XIV

Página 33
Capítulo XIV

FLOR DE VENTURA

A flor de ventura

Que amor me entregou,

Tão bela e tão pura

Jamais a criou:

Não brota na salva

De inculto vigor,

Não cresce entre a relva

De virgem frescor;

Jardins de cultura

Não pode habitar

A flor de ventura

Que amor me quis dar.

Semente é divina

Que veio dos Céus;

Só n'alma germina

Ao sopro de Deus.

Tão alva e mimosa

Não há outra flor;

Uns longes de rosa

Lhe avivam a cor;

E o aroma... Ai! delírio

Suave e sem fim!

É a rosa, é o lírio,

É o nardo, o jasmim;

É um filtro que apura,

Que exalta o viver,

E em doce tortura

Faz de ânsias morrer.

Ai! morrer... que sorte

Bendita de amor!

Que me leve a morte

Beijando-te, flor.

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pág. 33 (Capítulo 15)

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Capa do livro Folhas Caídas
Páginas: 80
Página atual: 33

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Advertência 1
Livro Primeiro - Capítulo I 6
Capítulo II 8
Capítulo III 12
Capítulo IV 13
Capítulo V 19
Capítulo VI 21
Capítulo VII 23
Capítulo VIII 25
Capítulo IX 26
Capítulo X 27
Capítulo XI 28
Capítulo XII 30
Capítulo XIII 31
Capítulo XIV 33
Capítulo XV 34
Capítulo XVI 35
Capítulo XVII 37
Capítulo XVIII 38
Capítulo XIX 39
Capítulo XX 42
Capítulo XXI 44
Capítulo XXII 45
Capítulo XXIII 47
Capítulo XXIV 48
Capítulo XXV 50
Livro Segundo - Capítulo I 51
Capítulo II 52
Capítulo III 53
Capítulo IV 54
Capítulo V 55
Capítulo VI 57
Capítulo VII 59
Capítulo VIII 60
Capítulo IX 61
Capítulo X 62
Capítulo XI 63
Capítulo XII 64
Capítulo XIII 66
Capítulo XIV 69
Capítulo XV 71
Capítulo XVI 73
Capítulo XVII 74
Capítulo XVIII 80
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