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Capítulo 3: Capítulo II

Página 8
Capítulo II

ADEUS!

Adeus! para sempre adeus!

Vai-te, oh! vai-te, que nesta hora

Sinto a justiça dos Céus

Esmagar-me a alma que chora.

Choro porque não te amei,

Choro o amor que me tiveste;

O que eu perco, bem no sei,

Mas tu... tu nada perdeste:

Que este mau coração meu

Nos secretos escaninhos

Tem venenos tão daninhos

Que o seu poder só sei eu.

Oh! vai... para sempre adeus!

Vai, que há justiça nos Céus.

Sinto gerar na peçonha

Do ulcerado coração

Essa víbora medonha

Que por seu fatal condão

Há-de rasgá-lo ao nascer:

Há-de sim, serás vingada,

E o meu castigo há-de ser

Ciúme de ver-te amada,

Remorso de te perder.

Vai-te, oh! vai-te, longe, embora,

Que sou eu capaz agora

De te amar - Ai! se eu te amasse!

Vê se no árido pragal

Deste peito se ateasse

De amor o incêndio fatal!

Mais negro e feio no Inferno

Não chameja o fogo eterno.

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Capa do livro Folhas Caídas
Páginas: 80
Página atual: 8

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Advertência 1
Livro Primeiro - Capítulo I 6
Capítulo II 8
Capítulo III 12
Capítulo IV 13
Capítulo V 19
Capítulo VI 21
Capítulo VII 23
Capítulo VIII 25
Capítulo IX 26
Capítulo X 27
Capítulo XI 28
Capítulo XII 30
Capítulo XIII 31
Capítulo XIV 33
Capítulo XV 34
Capítulo XVI 35
Capítulo XVII 37
Capítulo XVIII 38
Capítulo XIX 39
Capítulo XX 42
Capítulo XXI 44
Capítulo XXII 45
Capítulo XXIII 47
Capítulo XXIV 48
Capítulo XXV 50
Livro Segundo - Capítulo I 51
Capítulo II 52
Capítulo III 53
Capítulo IV 54
Capítulo V 55
Capítulo VI 57
Capítulo VII 59
Capítulo VIII 60
Capítulo IX 61
Capítulo X 62
Capítulo XI 63
Capítulo XII 64
Capítulo XIII 66
Capítulo XIV 69
Capítulo XV 71
Capítulo XVI 73
Capítulo XVII 74
Capítulo XVIII 80
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