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Capítulo 12: Capítulo 12

Página 216

Quando D. Josefa entrou na igreja, Amélia estava ainda no confessionário. A velha tossiu alto, ajoelhou, e, com as mãos sobre a face, abismou-se numa devoção à Senhora do Rosário. A igreja ficou numa imobilidade e num silêncio. Depois D. Josefa, voltando-se para o confessionário, espreitou por entre os dedos; Amélia conservava-se imóvel, com a mantilha muito puxada para o rosto, a roda do vestido negro espalhada em redor; e D. Josefa recaiu na sua reza. Uma chuva fina fustigava agora os vidros duma janela, ao lado. Enfim, houve no confessionário um rangido de madeira, um frufru de vestidos nas lajes, - e D. Josefa, voltando-se, viu de pé diante dela Amélia com a face escarlate e o olhar reluzindo muito.

- Está há muito tempo à espera, madrinha?

- Um bocadinho. Estás prontinha, hem?

Ergueu-se, persignou-se, e as duas senhoras saíram da Sé. Ainda caía uma chuva fina; mas o Sr. Artur Couceiro, que passava no largo com ofícios para o governo civil, foi levá-las à Rua da Misericórdia debaixo do seu guarda-chuva.

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Capa do livro O Crime do Padre Amaro
Páginas: 478
Página atual: 216

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 10
Capítulo 3 19
Capítulo 4 45
Capítulo 5 59
Capítulo 6 77
Capítulo 7 93
Capítulo 8 111
Capítulo 9 123
Capítulo 10 142
Capítulo 11 182
Capítulo 12 204
Capítulo 13 217
Capítulo 14 236
Capítulo 15 272
Capítulo 16 290
Capítulo 17 313
Capítulo 18 319
Capítulo 19 344
Capítulo 20 361
Capítulo 21 376
Capítulo 22 395
Capítulo 23 425
Capítulo 24 455
Capítulo 25 469
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