A Harpa do Crente - Cap. 10: A CRUZ MUTILADA Pág. 113 / 117

Então para essa campa flores, bênçãos

Ou é saudade lágrimas vertidas,

Qual do velho soldado a lousa pede,

Não pediras à ingrata raça humana,

Ao pé de ti no seu sudário envolta.

Este longo esperar do dia extremo

No esquecimento do ermo abandonada,

Foi duro de sofrer aos teus remidos,

Ó redentora cruz. Eras, acaso,

Como um remorso e acusação perene

No teu rochedo alpestre, onde te viam

Pousar tristonha e só? Acaso, à noite,

Quando a procela no pinhal rugia,

Criam ouvir-te a voz acusadora

Sobreelevar à voz da tempestade?

Que lhes dizias tu? De Deus falavas,

E do seu Cristo, do divino mártir,

Que a ti, suplício e afronta, a ti maldita

Ergueu, purificou, clamando ao servo,

No seu transe: «Ergue-te, escravo!

És livre, como é para a cruz da infâmia.





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