Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 7: O SOLDADO

Página 82
O SOLDADO

I

Veia tranquila e pura

Do meu paterno rio,

Dos campos, que ele rega,

Mansíssimo armentio.

Rocio matutino,

Prados tão deleitosos,

Vales, que assombravam selvas

De sinceirais frondosos,

Terra da minha infância,

Tecto de meus maiores,

Meu breve jardinzinho,

Minhas pendidas flores,

Harmonioso e santo

Sino do presbitério,

Cruzeiro venerando

Do humilde cemitério.

Onde os avós dormiram,

E dormirão os pais;

Onde eu talvez não durma,

Nem reze, talvez, mais,

Eu vos saúdo!, e o longo

Suspiro amargurado

Vos mando. É quanto pode

Mandar pobre soldado.

Sobre as cavadas ondas

Dos mares procelosos,

Por vós já fiz soar

Meus cantos dolorosos.

Na proa ressonante

Eu me assentava mudo,

E aspirava ansioso

O

<< Página Anterior

pág. 82 (Capítulo 7)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro A Harpa do Crente
Páginas: 117
Página atual: 82

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
A SEMANA SANTA 1
A VOZ 32
A ARRÁBIDA 35
MOCIDADE E MORTE 56
DEUS 71
A TEMPESTADE 76
O SOLDADO 82
D. PEDRO 92
A VITÓRIA E A PIEDADE 96
A CRUZ MUTILADA 106
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site