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Capítulo 6: Capítulo 6

Página 23

Prova-se como o velho Camões não teve outro remédio senão misturar o maravilhoso da mitologia com o do cristianismo. — Dá-se razão, e tira-se depois, ao padre José Agostinho. — No meio destas disceptações académico-literárias, vem o A. a descobrir que para tudo é preciso ter fé neste mundo. Diz-se neste mundo, porque, quanto ao outro, já era sabido. — Os Lusíadas, o Fausto e a Divina Comédia. — Desgraça do Camões em ter nascido antes do romantismo. — Mostra-se como a Estige e o Cocito sempre são melhores sítios que o Inferno e o Purgatório. — Vai o A. em procura do marquês de Pombal, e dá com ele nas ilhas Beatas do poeta Alceu. — Partida de whist entre os ilustres finados. — Compaixão do marquês pelos pobres homens de Ricardo Smith e J. B. Say. — Resposta dele e da sua luneta às perguntas peralvilhas do A. — Chegada a este mundo e ao Cartaxo.

O mais notável, e não sei se diga, se continuarei ao menos a dizer, o mais indesculpável defeito que até aqui esgravataram críticos e zoilos na Ilíada dos povos modernos, os imortais Lusíadas, é sem dúvida a heterogénea e heterodoxa mistura da teologia com a mitologia, do maravilhoso alegórico do paganismo, com os graves símbolos do cristianismo. A falar a verdade, e por mais figas que a gente queira fazer ao padre José Agostinho — ainda assim! ver o padre Baco revestido in pontificalibus diante de um retábulo, não me lembra de que santo, dizendo o seu dominus vobiscum provavelmente a algum acólito bacante ou coribante, que lhe responde o et cum spiritu tuo!... não se pode; é uma que realmente... E então aquele famoso conceito com que ele acaba, digno da Fénix Renascida:

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Capa do livro Viagens na minha terra
Páginas: 41
Página atual: 23

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 7
Capítulo 3 11
Capítulo 4 15
Capítulo 5 19
Capítulo 6 23
Capítulo 7 29
Capítulo 8 34
Capítulo 9 37
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