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Capítulo 24: Capítulo 24

Página 468
Então João Eduardo, muito pálido, vacilou de repente, e o guarda-chuva caiu-lhe das mãos; um dos criados de farda correu, segurou-o pela cinta; queriam-no levar, arrancá-lo de ao pé da cova; mas ele resistiu, e ali ficou, com os dentes cerrados, segurando-se desesperadamente à manga do criado, vendo o coveiro e os dois moços amarrarem as cordas no caixão, fazerem-no resvalar devagar entre a terra esfarelada que rolava, com um ranger de tábuas mal pregadas.

- Requiem aeternam dona ei, Domine!

- Et lux perpetua luceat ei, mugiu o sacristão.

O caixão bateu no fundo com uma pancada surda: o abade espalhou em cima uma pouca de terra em forma de cruz: e sacudindo lentamente o hissope sobre o veludilho, a terra, a relva em redor:

- Requiescat in pace.

- Amém, responderam a voz cava do sacristão e a voz aguda do menino do coro.

- Amém, disseram todos num murmúrio, que ciciou, se perdeu entre os ciprestes, as ervas, os túmulos e as névoas frias daquele triste dia de Dezembro.

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Capa do livro O Crime do Padre Amaro
Páginas: 478
Página atual: 468

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 10
Capítulo 3 19
Capítulo 4 45
Capítulo 5 59
Capítulo 6 77
Capítulo 7 93
Capítulo 8 111
Capítulo 9 123
Capítulo 10 142
Capítulo 11 182
Capítulo 12 204
Capítulo 13 217
Capítulo 14 236
Capítulo 15 272
Capítulo 16 290
Capítulo 17 313
Capítulo 18 319
Capítulo 19 344
Capítulo 20 361
Capítulo 21 376
Capítulo 22 395
Capítulo 23 425
Capítulo 24 455
Capítulo 25 469
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