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Capítulo 4: Capítulo 4

Página 39

—Hem? Que dizia eu? Falei ou não verdade quando disse que Buck valia por dois demónios?!

Foram estas as palavras de François, na manha seguinte, ao dar pelo desaparecimento de Spitz e ao deparar-se-lhe Buck coberto de feridas. Arrastou-o para junto da fogueira e, à luz, pôs-se a examiná-las.

— Aquele Spitz era infernal a lutar — disse Perrault, lançando a vista sobre os golpes e rasgões gigantes.

— E Buck é mais infernal ainda — foi a resposta de François. — E agora vamos finalmente ter sossego. Acabou-se Spitz e acabaram-se os sarilhos, vai ver.

Enquanto Perrault guardava o equipamento e carregava o trenó, François foi atrelar os cães. Buck imediatamente dirigiu-se para o lugar anteriormente ocupado por Spitz como guia da ma~lha, mas François, que não reparara nele, já para ai se encaminhara com Sol-leks pela trela. Em seu entender, era Sol-leks o cão mais indicado para tomar aquele lugar. Enfurecido, Buck atirou-se a Sol-leks, e, empurrando-o, ocupou o lugar.

— Eh! Eh! — gritou François, dando palmadas na coxa em ar de divertimento. — Olhem-me para este! Lá porque matou Spitz, pensa que o lugar dele lhe é devido. Vá! Fora daqui! — gritou.

Mas Buck recusou-se a dar um passo. François agarrou Buck pelo cachaço e, apesar de o cão rosnar ameaçadoramente afastou-o para o lado e tornou a pôr Sol-leks no lugar.

O velho cão não estava a gostar nada daquilo e deu claramente a entender que unha medo de Buck. François teimava, mas, mal voltava as costas, Buck tomava a amar Sol-leks, que, por seu lado, não queria outra coisa.

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Capa do livro O apelo da floresta
Páginas: 99
Página atual: 39

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 6 67
Capítulo 7 82
Capítulo 1 1
Capítulo 2 13
Capítulo 3 23
Capítulo 4 39
Capítulo 5 50
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