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Capítulo 1: MÃO ESCURA

Página 2

Nós, os membros da sua família, ficámos muito sobreexcitados, como é fácil de pensar, quando soubemos do regresso a Inglaterra deste tio rico e sem filhos. Quanto a ele, sem dar provas de uma hospitalidade exuberante, testemunhou mesmo assim um certo sentido das suas obrigações familiares; fomos todos convidados sucessivamente a visitá-lo.

A fazer fé nos meus cinco primos que me haviam precedido, esta parte do campo nada tinha de divertida. Assim, foi com sentimentos dúbios que recebi enfim uma carta chamando-me a Rodenhurst. A minha mulher fora tão cuidadosamente excluída do convite que o meu primeiro movimento foi decliná-lo; mas tinha o direito de negligenciar os interesses dos meus filhos? Com o consentimento da minha mulher, parti numa tarde de Outubro para o Wiltshire. Estava longe de imaginar as consequências desta viagem.

A propriedade do meu tio ficava situada no sítio onde as terras aráveis da planície começam a subir as falésias de greda que são características do condado. Enquanto rolava desde a estação de Dinton no crepúsculo desse dia outonal, fiquei impressionado pelo pitoresco do cenário. Os casebres dispersos dos nossos camponeses estavam a tal ponto esmagados pelos gigantescos vestígios da vida pré-histórica que o presente parecia um sonho ao lado das realidades imperiosas, obcecantes, do passado. A estrada desenhava as suas sinuosidades nos vales enquadrados por uma sucessão de colinas verdejantes, e o cume de todas estas colinas estava talhado e recortado em fortificações muito complicadas, circulares ou quadradas, que haviam desafiado os ventos e as chuvas de numerosos séculos. Uns tomavam-nas por romanas, outros por inglesas; na verdade, a sua verdadeira origem nunca foi tirada a limpo, tal como as razões pelas quais esta região, acima de todas, multiplicara tais defesas.

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Capa do livro Histórias Extraordinárias
Páginas: 136
Página atual: 2

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
MÃO ESCURA 1
O CASO DE LADY SANNOX 19
O PARASITA 31
O GATO DO BRASIL 89
O FUNIL DE CABEDAL 113
O QUARTO DO PESADELO 127
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