A Harpa do Crente - Cap. 1: A SEMANA SANTA Pág. 16 / 117

Eia, retumbem

Pelos ecos do templo os sons dos salmos,

Que em dia de aflição ignoto vate

Teceu, banhado em dor. Talvez foi ele

O primeiro cantor que em várias cordas,

À sombra das palmeiras da Idumeia,

Soube entoar melodioso um hino.

Deus inspirava então os trovadores

Do seu povo querido, e a Palestina,

Rica dos meigos dons da natureza,

Tinha o ceptro, também, do entusiasmo.

Virgem o génio ainda, o estro puro

Louvava Deus somente, à luz da aurora,

E ao esconder-se o Sol entre as montanhas

De Bethoron. Agora o génio é morto

Para o Senhor, e os cantos dissolutos

De lodoso folguedo os ares rompem,

Ou sussurram por paços de tiranos,

Asselados de pútrida lisonja,

Por preço vil, como o cantor que os tece.

XVIII

O SALMO

Quando é grande o meu Deus!.





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