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Capítulo 9: CANTO NONO

Página 146
CANTO NONO

Mas quem pode livrar-se porventura

Dos laços, que amor arma brandamente

Lusíadas

I

Não sabia em que modo lhe mostrasse

Ao vate sublimado o rei mancebo,

O entusiasmo, o vivo prazer d’alma

Que lhe inspiraram as canções divinas.

Louva a escolha do assunto, a arte engenhosa

Que num só quadro majestoso e grande

Todos uniu da portuguesa história

Os memorandos feitos, varões dignos

De eternidade e fama: louva o stilo

Nobre e tarso, de pompa ou singeleza,

Qual o pede a matéria; o sacro fogo

Do pátrio amor, de glória, de heroísmo

Que, dum por um, nos versos lhe cintila

De cortesãos, aplaudem co monarca

Alguns; outros sinceros congratulam

O trovador moderno que descanta

Na doce lira o que perfaz coa espada

Trasborda em júbilo a alma generosa

Do honrado Menezes.

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pág. 146 (Capítulo 9)

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Capa do livro Camões
Páginas: 177
Página atual: 146

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
CANTO PRIMEIRO 1
CANTO SEGUNDO 28
CANTO TERCEIRO 42
CANTO QUARTO 65
CANTO QUINTO 86
CANTO SEXTO 99
CANTO SÉTIMO 111
CANTO OITAVO 131
CANTO NONO 146
CANTO DÉCIMO 161
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