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Capítulo 10: CANTO DÉCIMO

Página 161
CANTO DÉCIMO

«Que exemplos a futuros escritores»

Lusíadas

I

O Tejo o ouviu no algoso de suas grutas,

E em despeitoso brado lhe responde.

Gemem as ninfas que o lidado canto

Inspirado lhe haviam, e em suas telas

Com tristes, negras cores debuxaram

A injúria, o crime, a ingratidão tão feia

Que indelével nos fastos portugueses

É mancha horrenda e vil...

II

Arqueja exangue,

Definha à míngua, só, desamparado

Dos amigos, do rei, da pátria indigna,

O cantor dos Lusíadas. - Ah! como!

Qu’é das gratas promessas do monarca?

Qu’é de tanta esperança lisonjeira?

Perfídia baixa e crua, onde hás pousado?

No coração da inveja e da ignorância,

Do fanatismo bárbaro. Soaram

Tremendos nos ouvidos criminosos

Dos cortesãos hipócritas e astutos

Os livres sons do nobre patriotismo

Com que a treda impostura d’ímpios bonzos

E a tirania infame de validos

O guerreiro cantor asseteara.

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pág. 161 (Capítulo 10)

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Capa do livro Camões
Páginas: 177
Página atual: 161

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
CANTO PRIMEIRO 1
CANTO SEGUNDO 28
CANTO TERCEIRO 42
CANTO QUARTO 65
CANTO QUINTO 86
CANTO SEXTO 99
CANTO SÉTIMO 111
CANTO OITAVO 131
CANTO NONO 146
CANTO DÉCIMO 161
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