As memórias de Sherlock Holmes - Cap. 10: O Tratado Naval Pág. 221 / 274

Faltava um quarto para as dez.

- Isso é da maior importância - disse Holmes, tomando nota no punho da camisa.

- A noite estava muito escura e caía uma chuva quente e fina. Não se via vivalma em Charles Street, mas no Whitehall havia o grande movimento do costume. Caminhámos ao longo do passeio, tal como estávamos, em cabelo, e à esquina encontrámos um polícia.

»“- Acaba de ser cometido um roubo” - arfei. “- Um documento de imenso valor foi roubado do Foreign Office. Reparou se passou por aqui alguém?”

»“- Estou aqui há um quarto de hora, senhor, e apenas vi uma mulher alta, já de idade, com um xaile de Paisley.»

»“- É a minha mulher!” - exclamou o contínuo. “- Não passou mais ninguém?”

»“- Mais ninguém.”

»“- Então é porque o larápio foi pelo outro caminho” - disse o contínuo, tomando-me pelo braço.

Mas não me convenci e as tentativas que ele fez para me levar dali aumentaram as minhas suspeitas.

»“- Que caminho tomou a mulher?” - interpelei.

»“- Não sei. Apenas a vi passar e, como não tinha nenhum motivo especial para a observar, não reparei. Mas parecia que ia com pressa.

»“- Há quanto tempo foi isso?”

»“- Não há mais de cinco minutos.”

»“- O senhor está a perder tempo; cada minuto agora é de uma extrema importância” - exclamou o contínuo. “- Acredite quando lhe digo que a minha velha nada tem a ver com isto e corramos ao outro extremo da rua. Mas se o senhor não quiser ir, irei eu.” - E, dizendo isto, precipitou-se na direcção oposta. Num instante eu estava junto dele e agarrei-o por um braço.

»“- Onde é que o senhor mora?”

»“- Ivy Lane, 16, Brixton; mas não se deixe levar por uma falsa suposição, Sr. Phelps. Venha até ao fim da rua e vejamos se conseguimos descobrir alguma coisa.





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