- Já é pouca sorte! - disse o acendedor. - Bom dia!
E apagou o candeeiro.
"Este", pensou o principezinho enquanto continuava a sua viagem, "este seria alvo do desprezo de todos os outros: do rei, do vaidoso, do bêbedo, do homem de negócios. E, no entanto,... é o único que eu não acho ridículo. Talvez por se interessar por mais alguma coisa para além de si próprio. "
Cheio de pena, deu um suspiro e ainda pensou:
"Este é o único que podia ser meu amigo. Mas o planeta dele mesmo muito pequeno. Não há lugar para dois... "
Mas o que o principezinho não ousava confessar a si próprio que, acima de tudo, tinha pena de não poder aproveitar os mil e quatrocentos pores do Sol em vinte e quatro horas daquele planeta abençoado!