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Capítulo 27: Capítulo 27

Página 70
Ao lado do poço, havia um velho muro em ruínas. No dia seguinte, à tardinha, ao voltar do trabalho, ainda vinha longe quando avistei o principezinho sentado lá em cima, com as pernas a baloiçar. E ouvi a voz dele:

- Então, não te lembras? Não é bem aqui...

Devia haver mais alguém, porque ele replicou:

- Sim! Sim! É hoje, de certeza! Mas não é bem aqui...

Continuei a caminhar em direcção às ruínas. Ainda não via nem ouvia ninguém. Mas o principezinho voltou a replicar:

-... Claro! Basta veres onde é que o rasto das minhas passadas começa e esperas por mim. Eu vou lá ter esta noite.

Eu encontrava-me a vinte metros das ruínas e ainda não via nada.

Após um silêncio, o principezinho disse:

- Tens um veneno bom? De certeza que não me vais fazer sofrer durante muito tempo?

Estaquei, com a garganta apertada, mas ainda sem perceber nada.

- Anda, agora vai-te embora que eu quero descer - disse ele. Então, foi a minha vez de olhar para a parte debaixo das ruínas: dei um salto! O que ali estava, de cabeça esticada para o principezinho, era uma daquelas serpentes amarelas que não demoram trinta segundos a executar uma pessoa!

o acordo com a serpente amarela
A serpente amarela

Desatei a correr, procurando a pistola no bolso. Mas, ao ouvir-me, a serpente deslizou suavemente para a areia, como um jacto de água a morrer, escapando-se depois por entre as pedras sem grandes pressas e com um leve ruído metálico.

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pág. 70 (Capítulo 27)

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Capa do livro O Principezinho
Páginas: 78
Página atual: 70

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 2
Capítulo 3 5
Capítulo 4 8
Capítulo 5 11
Capítulo 6 15
Capítulo 7 19
Capítulo 8 20
Capítulo 9 24
Capítulo 10 28
Capítulo 11 30
Capítulo 12 35
Capítulo 13 37
Capítulo 14 38
Capítulo 15 42
Capítulo 16 46
Capítulo 17 50
Capítulo 18 51
Capítulo 19 53
Capítulo 20 54
Capítulo 21 55
Capítulo 22 56
Capítulo 23 62
Capítulo 24 63
Capítulo 25 64
Capítulo 26 67
Capítulo 27 70
Capítulo 28 77
Capítulo 29 78
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