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Capítulo 7: CAPÍTULO VII - LUZ DO SOL, LUZ DA RAZÃO

Página 58
CAPÍTULO VII - LUZ DO SOL, LUZ DA RAZÃO

(RESPOSTA À POESIA DE JOÃO DE DEUS, “LUZ DA FÉ”)

Tu, sol, é que me alegras!

A mim e ao mundo. A mim…

Que eu não sou mais que o mundo,

Nem mais que o céu sem fim…

Nem fecho os olhos baços

Só porque os fere a luz…

Ergo-os acima - e embora

Cegue, recebo-a a flux!

Crespúsculos são sonhos…

E sonhos é morrer…

Sonhar é para a noite:

Mas para o dia, ver!

Sim, ver com os olhos ambos,

Com ambos devassar

Os astros nessa altura,

E os deuses sobre o altar!

Ver onde os pés firmamos,

E erguemos nossas mãos!

E quer nos montes altos,

Quer nos terrenos chãos,

É sempre amiga a terra

E é sempre bom viver,

Se a terra à luz da aurora

E a vida ao amor se erguer!

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pág. 58 (Capítulo 7)

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Capa do livro Odes Modernas
Páginas: 143
Página atual: 58

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
LIVRO PRIMEIRO – CAPÍTULO I – PANTEÍSMO 1
CAPÍTULO II - À HISTÓRIA 7
CAPÍTULO III - A IDEIA 27
CAPÍTULO IV – PATER 33
CAPÍTULO V – VIDA 47
CAPÍTULO VI – DIÁLOGO 57
CAPÍTULO VII - LUZ DO SOL, LUZ DA RAZÃO 58
CAPÍTULO VIII - ET COELUM ET VIRTUS 61
CAPÍTULO IX - TENTANDA VIA 64
CAPÍTULO X - MAIS LUZ! 69
LIVRO PRIMEIRO - CAPÍTULO I - TESE E ANTÍTESE 70
CAPÍTULO II - SECOL’ SI RINUOVA 72
CAPÍTULO III 85
CAPÍTULO IV - JUSTITIA MATER 86
CAPÍTULO V - NO TEMPLO 87
CAPÍTULO VI - PALAVRAS DUM CERTO MORTO 90
CAPÍTULO VII - AOS MISERÁVEIS 91
CAPÍTULO VIII - A UM CRUCIFIXO 99
CAPÍTULO IX 101
CAPÍTULO X – SOMBRA 102
CAPÍTULO XI - CARMEN LEGIS… 105
CAPÍTULO XII 111
CAPÍTULO XIII - VERSOS ESCRITOS NA MARGEM DE UM MISSAL 113
CAPÍTULO XIV - À EUROPA 116
CAPÍTULO XV 124
CAPÍTULO XVI – POBRES 125
CAPÍTULO XVII – ACUSAÇÃO 132
CAPÍTULO XVIII - FLEBUNT EUNTES 133
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