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Capítulo 18: CAPÍTULO VIII - A UM CRUCIFIXO

Página 99
CAPÍTULO VIII - A UM CRUCIFIXO

I

Há mil anos, bom Cristo, ergueste os magros braços

E clamaste da cruz: há Deus! e olhaste, ó crente,

O horizonte futuro e viste, em tua mente,

Um alvor ideal banhar esses espaços!

Porque morreu sem eco e eco de teus passos,

E de tua palavra (ó Verbo!) o som fremente?

Morreste… ah! dorme em paz! não volvas, que descrente

Arrojaras de novo à campa os membros lassos…

Agora, como então, na mesma terra erma,

A mesma humanidade é sempre a mesma enferma,

Sob o mesmo ermo céu, frio como um sudário…

E agora, como então, viras o mundo exangue,

E ouviras perguntar - de que serviu o sangue

Com que regaste, ó Cristo, as urzes do Calvário?

1862

II

DOZE ANOS DEPOIS

Não se perdeu teu sangue generoso,

Nem padeceste em vão, quem quer que foste,

Plebeu antigo, que amarrado ao poste

Morreste como vil e faccioso.

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pág. 99 (Capítulo 18)

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Capa do livro Odes Modernas
Páginas: 143
Página atual: 99

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
LIVRO PRIMEIRO – CAPÍTULO I – PANTEÍSMO 1
CAPÍTULO II - À HISTÓRIA 7
CAPÍTULO III - A IDEIA 27
CAPÍTULO IV – PATER 33
CAPÍTULO V – VIDA 47
CAPÍTULO VI – DIÁLOGO 57
CAPÍTULO VII - LUZ DO SOL, LUZ DA RAZÃO 58
CAPÍTULO VIII - ET COELUM ET VIRTUS 61
CAPÍTULO IX - TENTANDA VIA 64
CAPÍTULO X - MAIS LUZ! 69
LIVRO PRIMEIRO - CAPÍTULO I - TESE E ANTÍTESE 70
CAPÍTULO II - SECOL’ SI RINUOVA 72
CAPÍTULO III 85
CAPÍTULO IV - JUSTITIA MATER 86
CAPÍTULO V - NO TEMPLO 87
CAPÍTULO VI - PALAVRAS DUM CERTO MORTO 90
CAPÍTULO VII - AOS MISERÁVEIS 91
CAPÍTULO VIII - A UM CRUCIFIXO 99
CAPÍTULO IX 101
CAPÍTULO X – SOMBRA 102
CAPÍTULO XI - CARMEN LEGIS… 105
CAPÍTULO XII 111
CAPÍTULO XIII - VERSOS ESCRITOS NA MARGEM DE UM MISSAL 113
CAPÍTULO XIV - À EUROPA 116
CAPÍTULO XV 124
CAPÍTULO XVI – POBRES 125
CAPÍTULO XVII – ACUSAÇÃO 132
CAPÍTULO XVIII - FLEBUNT EUNTES 133
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