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Capítulo 22: CAPÍTULO XII

Página 111
CAPÍTULO XII

A espada inexorável que flameja

No horizonte dum povo impenitente,

E não poupa, na ameaça indiferente,

Nem tugúrio, nem paço, nem igreja;

O gládio que encoberto peregrino

Ergue, imprevisto, nas humanas liças,

A espada das históricas justiças,

A espada de Deus e do Destino;

De que pensais que é feita? Porventura

Pensais que é feita dum metal terreno,

Cheio de jaça e fezes, e em veneno

Temperado talvez por mão impura?

Que é feita de cobiça e violência?

E de ódios cegos, brutos, truculentos?

De cobardes e falsos pensamentos?

De ultraje, de furor e de demência?

Quanto vos iludis, irmãos! Sabei-o,

Homens de pouca fé! sabei que a espada

Sinistra e em cuja folha esbraseada

Uma palavra em língua estranha

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pág. 111 (Capítulo 22)

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Capa do livro Odes Modernas
Páginas: 143
Página atual: 111

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
LIVRO PRIMEIRO – CAPÍTULO I – PANTEÍSMO 1
CAPÍTULO II - À HISTÓRIA 7
CAPÍTULO III - A IDEIA 27
CAPÍTULO IV – PATER 33
CAPÍTULO V – VIDA 47
CAPÍTULO VI – DIÁLOGO 57
CAPÍTULO VII - LUZ DO SOL, LUZ DA RAZÃO 58
CAPÍTULO VIII - ET COELUM ET VIRTUS 61
CAPÍTULO IX - TENTANDA VIA 64
CAPÍTULO X - MAIS LUZ! 69
LIVRO PRIMEIRO - CAPÍTULO I - TESE E ANTÍTESE 70
CAPÍTULO II - SECOL’ SI RINUOVA 72
CAPÍTULO III 85
CAPÍTULO IV - JUSTITIA MATER 86
CAPÍTULO V - NO TEMPLO 87
CAPÍTULO VI - PALAVRAS DUM CERTO MORTO 90
CAPÍTULO VII - AOS MISERÁVEIS 91
CAPÍTULO VIII - A UM CRUCIFIXO 99
CAPÍTULO IX 101
CAPÍTULO X – SOMBRA 102
CAPÍTULO XI - CARMEN LEGIS… 105
CAPÍTULO XII 111
CAPÍTULO XIII - VERSOS ESCRITOS NA MARGEM DE UM MISSAL 113
CAPÍTULO XIV - À EUROPA 116
CAPÍTULO XV 124
CAPÍTULO XVI – POBRES 125
CAPÍTULO XVII – ACUSAÇÃO 132
CAPÍTULO XVIII - FLEBUNT EUNTES 133
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