Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 8: CAPÍTULO VIII - ET COELUM ET VIRTUS

Página 61
CAPÍTULO VIII - ET COELUM ET VIRTUS

(A JAIME BATALHA REIS)

Dizem profetas, que esse céu perscrutam,

Que, às noites, entre as trevas condensadas,

Se tem visto brilhar ígneas espadas,

Como d’anjos hostis que entre si lutam…

E dizem que, na orla do infinito,

Entre os astros, se vê errar sem tino

Um espectro que traz fulgor divino,

Como o vulto dum deus triste e proscrito…

Entre os sóis passa o espectro gemebundo,

Murmurando morramos! aos sóis vivos,

E empena o brilho aos astros primitivos

De sua boca o alento moribundo…

Onde passou fez-se silêncio e escuro.

Seu manto sepulcral varre os espaços,

E arrasta, entre os celestes estilhaços,

A crença antiga e os gérmens do futuro!

Ó crença antiga! ó velho firmamento!

Como as almas vacilam e baqueiam!

E as lúcidas plêiadas volteiam,

Como a poeira que levanta o vento!

.

<< Página Anterior

pág. 61 (Capítulo 8)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro Odes Modernas
Páginas: 143
Página atual: 61

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
LIVRO PRIMEIRO – CAPÍTULO I – PANTEÍSMO 1
CAPÍTULO II - À HISTÓRIA 7
CAPÍTULO III - A IDEIA 27
CAPÍTULO IV – PATER 33
CAPÍTULO V – VIDA 47
CAPÍTULO VI – DIÁLOGO 57
CAPÍTULO VII - LUZ DO SOL, LUZ DA RAZÃO 58
CAPÍTULO VIII - ET COELUM ET VIRTUS 61
CAPÍTULO IX - TENTANDA VIA 64
CAPÍTULO X - MAIS LUZ! 69
LIVRO PRIMEIRO - CAPÍTULO I - TESE E ANTÍTESE 70
CAPÍTULO II - SECOL’ SI RINUOVA 72
CAPÍTULO III 85
CAPÍTULO IV - JUSTITIA MATER 86
CAPÍTULO V - NO TEMPLO 87
CAPÍTULO VI - PALAVRAS DUM CERTO MORTO 90
CAPÍTULO VII - AOS MISERÁVEIS 91
CAPÍTULO VIII - A UM CRUCIFIXO 99
CAPÍTULO IX 101
CAPÍTULO X – SOMBRA 102
CAPÍTULO XI - CARMEN LEGIS… 105
CAPÍTULO XII 111
CAPÍTULO XIII - VERSOS ESCRITOS NA MARGEM DE UM MISSAL 113
CAPÍTULO XIV - À EUROPA 116
CAPÍTULO XV 124
CAPÍTULO XVI – POBRES 125
CAPÍTULO XVII – ACUSAÇÃO 132
CAPÍTULO XVIII - FLEBUNT EUNTES 133
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site