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Capítulo 6: Capítulo 6

Página 22

1

Omar estava tranquilo, e o ar puro e diáfano. As costas de África fronteiras, lá na extremidade do horizonte, pareciam uma orla escura bordada no manto azul do firmamento.

A aragem do norte encrespava suavemente a superfície das águas; as ondas vinham espraiar-se preguiçosas no areal da baía.

O barqueiro Ranimiro dormia na sua barca amarrada na foz do Palmónio. Uma saudade indizível atraía-me para o mar.

Saltei na barca; o ruído que fiz despertou Ranimiro.

— Ao largo — disse-lhe eu. Empunhou os remos, e partimos.

— Para onde, presbítero? — perguntou o barqueiro, depois de vagar alguns momentos em silêncio.

— Quero respirar o ar puro e fresco da tarde; mais nada — repliquei.

— Leva-me para onde te aprouver.

— Se vos parece — tornou Ranimiro —, rodearemos a Ilha Verde, entraremos no canal, e saltareis na margem. Pelo tempo que vai, ela estará agora esmaltada de verdura e boninas.

Calei-me: o barqueiro tomou por aprovação o meu silêncio. Voltando a proa para poente, corremos ao largo da ilha e, rodeando a sua margem ocidental, abicámos em terra pelo lado da enseada que a separa do continente.

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Capa do livro Eurico, o Presbítero
Páginas: 186
Página atual: 22

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 4
Capítulo 3 7
Capítulo 4 12
Capítulo 5 18
Capítulo 6 22
Capítulo 7 28
Capítulo 8 32
Capítulo 9 46
Capítulo 10 55
Capítulo 11 63
Capítulo 12 71
Capítulo 13 90
Capítulo 14 105
Capítulo 15 121
Capítulo 16 134
Capítulo 17 148
Capítulo 18 158
Capítulo 19 171
Capítulo 20 176
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