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Capítulo 5: Capítulo 5

Página 18

1

MAIS de sete séculos são passados depois que tu, oh Cristo, vieste visitar a terra.

E as tuas palavras foram escutadas pelos indomáveis filhos da Gótia, e eles ajoelharam aos pés da Cruz.

Era que nessas palavras divinas havia uma poesia celeste, a qual as almas rudes mas virgens do Setentrião sentiam casar-se com as suas primitivas virtudes.

Tu evangelizavas a liberdade e condenavas todo o género de tirania: tu restituías ao valor a sua generosidade, à generosidade a sua modéstia; tu revelavas inauditos mistérios no esforço do morrer: a constância dos teus mártires escurecia a dos nossos guerreiros quando, debaixo do punhal de inimigo vitorioso, recusavam confessar-se vencidos.

Tu convertias o amor, esse afecto delicioso, até então limitado ao gozo material da mulher, em sentimento grande e sublime: alargavas o âmbito do coração por toda a terra, por tudo quanto nela vive e respira, e davas-lhe para conquistar todas as existências dos céus.

A generosidade, o esforço e o amor, ensinaste-os tu em toda a sua sublimidade; só nas almas dos bárbaros estavam eles em gérmen. Não para os Romanos corrompidos, mas para nós, os selvagens setentrionais, era o cristianismo. Para estes o Evangelho assemelhava-se ao Sol que rompe de além das serras e que ilumina, aquece e alegra; para os escravos abjectos dos césares assemelhava-se ao Sol mergulhando-se no mar, que só deixa nos campos escuridão, frialdade e tristeza.

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Capa do livro Eurico, o Presbítero
Páginas: 186
Página atual: 18

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 4
Capítulo 3 7
Capítulo 4 12
Capítulo 5 18
Capítulo 6 22
Capítulo 7 28
Capítulo 8 32
Capítulo 9 46
Capítulo 10 55
Capítulo 11 63
Capítulo 12 71
Capítulo 13 90
Capítulo 14 105
Capítulo 15 121
Capítulo 16 134
Capítulo 17 148
Capítulo 18 158
Capítulo 19 171
Capítulo 20 176
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