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Capítulo 16: Capítulo 16

Página 49
- Também tenho uma flor.

- As flores, não as assinalamos - disse o geógrafo.

- Porquê? É o mais bonito de tudo!

- Porque as flores são efémeras.

- E o que é que "efémero" quer dizer?

- As geografias - respondeu o geógrafo - são os livros mais preciosos que há. Nunca passam de moda. É raríssimo que uma montanha mude de lugar. É raríssimo que um mar se esvazie de água. Nós só escrevemos coisas eternas.

- Mas os vulcões extintos podem despertar - interrompeu o principezinho. - E o que é que" efémero" quer dizer?

- Para nós, os vulcões estarem extintos ou em actividade é exactamente a mesma coisa. Para nós, o que conta é a montanha. Essa não muda.

- Mas o que é que "efémero" quer dizer? - voltou a repetir o principezinho que, uma vez que a fizesse, nunca em dias da sua vida desistira de uma pergunta.

- Quer dizer que "se encontra ameaçado de desaparição a curto prazo".

- Então a minha flor está "ameaçada de desaparição a curto prazo"?

- Evidentemente!

"A minha flor é efémera", pensou o principezinho, "e só tem quatro espinhos para se defender do mundo inteiro. E eu deixei-a lá sozinha!"

Foi a primeira vez que se arrependeu de ter partido. Mas logo recobrou o ânimo:

- E agora o que é que me aconselha a visitar?

- O planeta Terra - respondeu o geógrafo. - É um planeta com boa reputação...

E o principezinho foi-se embora, sempre a pensar na sua flor.

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Capa do livro O Principezinho
Páginas: 78
Página atual: 49

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 2
Capítulo 3 5
Capítulo 4 8
Capítulo 5 11
Capítulo 6 15
Capítulo 7 19
Capítulo 8 20
Capítulo 9 24
Capítulo 10 28
Capítulo 11 30
Capítulo 12 35
Capítulo 13 37
Capítulo 14 38
Capítulo 15 42
Capítulo 16 46
Capítulo 17 50
Capítulo 18 51
Capítulo 19 53
Capítulo 20 54
Capítulo 21 55
Capítulo 22 56
Capítulo 23 62
Capítulo 24 63
Capítulo 25 64
Capítulo 26 67
Capítulo 27 70
Capítulo 28 77
Capítulo 29 78
 
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