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Capítulo 4: Capítulo 4

Página 53
IV

Logo que o barco desapareceu não mais tornei a pensar nele senão para recolher os restos do naufrágio que o mar arrojava para a praia, como sucedeu efectivamente; mas apenas deparei com coisas muito pouco úteis.

Supondo que a ilha estivesse infestada de feras, o meu único pensamento foi procurar os meios de que me valeria para me livrar delas, assim como dos selvagens, se existissem. Estava indeciso sobre o modo de fazê-lo e sobre o género de habitação que era melhor construir; não sabia se devia fazer uma gruta ou armar uma tenda. Por fim, resolvi fazer ambas as coisas.

Reparei que o lugar onde me havia instalado não me convinha porque o terreno era baixo, pantanoso, próximo do mar e julgava-o insalubre; além disso, também porque não havia água doce perto dele. Resolvi, portanto, procurar um troço de terreno mais conveniente e saudável.

Tinha de atender a muitas coisas na escolha do sítio que me pudesse convir; primeiro, que fosse um lugar saudável e tivesse água potável perto, como já disse; segundo, um abrigo contra os raios solares; terceiro, a maior segurança possível contra os ataques dos homens ou das feras; quarto, que ficasse perto do mar, a fim de que, se a Providência permitisse que viesse algum buque, eu não perdesse tal oportunidade para a minha salvação, cuja esperança não podia abandonar.

Procurando um lugar que reunisse as anteriores condições, descobri uma pequena planície situada debaixo de uma colina que se erguia naquele lado, direita como um muro, de tal modo que junto dela ficava perfeitamente ao abrigo de qualquer ataque que viesse do alto. Em frente daquele penhasco havia uma fundura que se assemelhava bastante à entrada de uma caverna; porém, tal caverna não existia realmente, nem tão-pouco caminho algum que penetrasse na rocha.

Sobre a esplanada e diante do dito buraco, decidi-me a instalar a minha tenda. Esta esplanada tinha umas cem varas de comprimento por duzentas de largura, e formava em frente da habitação uma capa de relva que ia morrer na praia numa vertente irregular.

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Capa do livro Robinson Crusoe
Páginas: 241
Página atual: 53

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 30
Capítulo 3 41
Capítulo 4 53
Capítulo 5 63
Capítulo 6 78
Capítulo 7 91
Capítulo 8 112
Capítulo 9 133
Capítulo 10 167
Capítulo 11 197
Capítulo 12 236
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