Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar
> > Auto da Barca do Inferno

Capa do livro Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente
Título: Auto da Barca do Inferno
Ano de Edição: 1517
Páginas: 41
Sinopse:
Como "moralidade" que é, a peça dramatiza preceitos morais. A acção desenrola-se numa praia em cujo rio esperam dois barcos: um, o do Paraíso, com um Anjo na proa; outro, o do Inferno, com um arrais infernal. Trata-se obviamente de uma figuração da morte que se filia no motivo mitológico da barca de Caronte. Tal filiação, porém, não aliena a inspiração litúrgica e moral da peça, patente na visão antitética do mundo sugerida pela coisificação dos pólos do Bem e do Mal nas duas barcas. A esta praia vão chegando vários tipos sociais em trânsito para o seu destino, que todos crêem ser o Paraíso. A nobreza é representada pelo Fidalgo, caracterizado pela presunção, a ostentação e o desprezo pelos humildes, indiciadas pelo seu manto e pelo pagem que o acompanha, transportando-lhe a cadeira. O clero é representado pelo Frade, satirizado pela dissolução dos seus costumes corporizada na moça que traz consigo, símbolo dos seus interesses terrenos, também relacionados com a espada e com a dança que executa. A corrupção do Corregedor, que traz consigo os processos e a vara da Justiça, e do Procurador, com os seus livros, presentifica a magistratura. A exploração interesseira surge como traço fundamental da burguesia comercial, exposta pelo Onzeneiro, dotado de um enorme bolsão, o Sapateiro, com o seu avental e formas, a Alcoviteira, que traz as suas moças e os seus cofres, e o Judeu, com um bode às costas. A ignorância e a credulidade do povo são denunciadas através do Enforcado, que surge ainda com a corda.
Curiosidades:
Gil Vicente põe a nu os vícios das diversas ordens sociais e denuncia a "podridão" da sociedade, recorrendo ao processo já utilizado pelos poetas da Antiguidade Clássica do Ridendo castigat mores (rindo, castigam-se os costumes).
Excerto:
«Que me digais, pois parti tão sem aviso, se a barca do Paraíso é esta em que navegais. »
anúncio
Os capítulos deste livro:
Introdução de Gil Vicente 1
Parte I 2
Parte II 4
Parte III 10
Parte IV 13
Parte V 16
Parte VI 19
Parte VII 24
Parte VIII 27
Parte IX 29
Parte X 32
Parte XI 36
Parte XII 39
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site