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Capítulo 5: IV - O Gabiru

Página 41
Brame de fúria, despedaça. É esverdeado e cheio de cóleras...

– E a Mãe, a natureza?

– Um amálgama, um cadinho cheio de gritos:

formas revolvidas e trituradas, bocas que não podem gritar. Veja...

Para lá do Hospital havia ainda trémulos de luz, raios esquecidos de sol emaranhados nas árvores, presos nos espinhos do monte. Dir-se-ia no entanto que a vida redobrava; cresciam e murmuravam os pinheiros, gorgolejava a seiva ao trepar nos troncos. A água corria num ruído mais vivo, e a terra, que o sol queimara, bebia-a toda dum trago. As noras cansadas pingavam o seu último suor, e da noite que descera irrompia um murmúrio envolto em sombras, a voz das árvores, dos rios e montanhas.»

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pág. 41 (Capítulo 5)

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Capa do livro Os Pobres
Páginas: 158
Página atual: 41

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Carta-Prefácio 1
I - O enxurro 18
II - O Gebo 23
III - As mulheres 28
IV - O Gabiru 35
V - História do Gebo 42
VI - Filosofia do Gabiru! 49
VII - Primavera 52
VIII - Memórias de Luísa 59
IX - Filosofia do Gabiru 63
X - História do Gebo 67
XI - Luísa e o morto 73
XII - Filosofia do Gabiru 77
XIII - Essa rapariguinha 81
XIV - O escárnio 87
XV – Fala 94
XVI - O que é a vida? 97
XVII - História do Gebo 109
XVIII - O Gabiru treslê 114
XIX - A Mouca 118
XX - A outra primavera 121
XXI - A Morte 126
XXII - A filosofia do Gabiru 130
XXIII - A Árvore 134
XXIV - O ladrão e a filha 139
XXV - Natal dos pobres 143
XXI - Aí têm os senhores a natureza! 154
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