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Capítulo 11: X - História do Gebo

Página 72
O velho caíra exausto, a chorar, a um canto, e no casebre toda a noite se ouviu aquele ruído monótono, triste e inútil. Chorava e cismava: – Amanhã lá tenho de ir à procura de pão... – Sempre a mesma vida, sem tréguas, agora sós os dois e a desgraça. Quando a mulher era viva, apesar de transidos, ainda cuidavam: Para o ano, talvez para o ano a má sorte se canse de nos perseguir... E assim se gastara a última energia e os trapos que, de usados, nem sequer aqueciam. Toda a esperança murchara. O velho ouvia risadas na noite profunda e bocas a clamarem:

– Ó Gebo! ó Gebo!...

– Anh! aí vou! aí vou!

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pág. 72 (Capítulo 11)

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Capa do livro Os Pobres
Páginas: 158
Página atual: 72

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Carta-Prefácio 1
I - O enxurro 18
II - O Gebo 23
III - As mulheres 28
IV - O Gabiru 35
V - História do Gebo 42
VI - Filosofia do Gabiru! 49
VII - Primavera 52
VIII - Memórias de Luísa 59
IX - Filosofia do Gabiru 63
X - História do Gebo 67
XI - Luísa e o morto 73
XII - Filosofia do Gabiru 77
XIII - Essa rapariguinha 81
XIV - O escárnio 87
XV – Fala 94
XVI - O que é a vida? 97
XVII - História do Gebo 109
XVIII - O Gabiru treslê 114
XIX - A Mouca 118
XX - A outra primavera 121
XXI - A Morte 126
XXII - A filosofia do Gabiru 130
XXIII - A Árvore 134
XXIV - O ladrão e a filha 139
XXV - Natal dos pobres 143
XXI - Aí têm os senhores a natureza! 154
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