Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar
> > > Página 113

Capítulo 30: CAPÍTULO XXX – Conclusão

Página 113
CAPÍTULO XXX – Conclusão

Cândido, no fundo do seu coração, não tinha vontade alguma de desposar Cunegundes, mas a extrema impertinência do barão incitava-o a apressar o casamento e Cunegundes instava com ele tão vivamente que ele não podia voltar atrás. Consultou Pangloss, Martin e o fiel Cacambo. Pangloss pronunciou um lindo discurso, com o qual demonstrava que o barão não tinha qualquer direito sobre a irmã e que ela podia, segundo todas as leis do Império, desposar Cândido. Martin concluiu por propor que atirassem o barão ao mar. Cacambo decidiu que o melhor seria entregá-lo ao patrão levantino, fazê-lo voltar para as galés, e enviá-lo por fim para Roma, para o geral da Companhia, pelo primeiro barco que aparecesse. Toda a gente aprovou este plano que teve a concordância da velha, e decidiram não dizer nada à irmã. O plano executou-se à custa de algum dinheiro, tendo todos ficado satisfeitos por castigarem um jesuíta e punirem o orgulho de um barão alemão.

Era de supor que, depois de tantas desgraças, Cândido, casado com a sua querida Cunegundes e a viver com o filósofo Martin, o filósofo Pangloss, o prudente Cacambo e a velha, tendo, além disso, levado tantos diamantes da pátria dos antigos Incas, passasse a vida mais agradável do mundo. Mas foi tão roubado pelos judeus que em breve só lhe ficou a pequena quinta. A mulher, cada dia mais feia, tornou-se rabugenta e insuportável, mostrando-se a velha, doente, ainda mais insuportável que Cunegundes. Cacambo, que trabalhava na quinta e ia vender legumes a Constantinopla, queixava-se de ter todo o trabalho e maldizia o seu destino. Pangloss desesperava por não brilhar em alguma universidade da Alemanha. Quanto a Martin, estava firmemente convencido de que a vida é má por todo o lado e por isso mostrava-se paciente.

<< Página Anterior

pág. 113 (Capítulo 30)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro Cândido
Páginas: 118
Página atual: 113

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
CAPÍTULO I - Como Cândido foi educado num belo castelo e porque dele foi expulso 1
CAPÍTULO II - O que aconteceu a Cândido entre os Búlgaros 4
CAPÍTULO III - Como Cândido se livrou dos Búlgaros e o que lhe aconteceu 7
CAPÍTULO IV - Como Cândido encontrou o seu antigo mestre de filosofia, o Dr. Pangloss, e o que lhe aconteceu 10
CAPÍTULO V - Tempestade, naufrágio, tremor de terra, e o que aconteceu ao Dr. Pangloss, a Cândido e ao anabaptista Tiago 14
CAPÍTULO VI - Como se fez um belo auto-de-fé para impedir os tremores de terra e como Cândido foi açoitado 18
CAPÍTULO VII - Como uma velha cuidou de Cândido e ele encontrou aquela que amava 20
CAPÍTULO VIII - História de Cunegundes 23
CAPÍTULO IX - O que aconteceu a Cunegundes, a Cândido, ao inquisidor-mor e ao judeu 27
CAPÍTULO X - Em que angústia Cândido, Cunegundes e a velha chegam a Cádis e como embarcaram 29
CAPÍTULO XI - História da velha 32
CAPÍTULO XII - Continuação da história das desgraças da velha 36
CAPÍTULO XIII - Como Cândido foi obrigado a separar-se da bela Cunegundes e da velha 40
CAPÍTULO XIV - Como Cândido e Cacambo foram recebidos entre os jesuítas do Paraguai 43
CAPÍTULO XV - Como Cândido matou o irmão da sua querida Cunegundes 47
CAPÍTULO XVI - O que aconteceu aos dois viajantes com duas raparigas, dois macacos e os selvagens chamados Orelhões 50
CAPÍTULO XVII - Chegada de Cândido e do seu criado ao país do Eldorado e o que aí Viram 54
CAPÍTULO XVIII - O que viram no país do Eldorado 58
CAPÍTULO XIX - O que lhes aconteceu em Suriname e como Cândido conheceu Martin 64
CAPÍTULO XX - O que aconteceu no mar a Cândido e a Martin 70
CAPÍTULO XXI - Cândido e Martin aproximam-se das costas de França e filosofam 73
CAPÍTULO XXII - O que aconteceu em França a Cândido e a Martin 75
CAPÍTULO XXIII - Cândido e Martin dirigem-se para as costas de Inglaterra e o que por lá vêem 87
CAPÍTULO XXIV - De Paquette e do Irmão Giroflée 89
CAPÍTULO XXV - Visita ao Sr. Pococuranté, nobre veneziano 94
CAPÍTULO XXVI - De uma ceia que Cândido e Martin tiveram com seis estrangeiros e quem eles eram 100
CAPÍTULO XXVII - Viagem de Cândido para Constantinopla 104
CAPÍTULO XXVIII - O que aconteceu a Cândido, Cunegundes, Pangloss, Martin, etc. 108
CAPÍTULO XXIX - Como Cândido reencontrou Cunegundes e a velha 111
CAPÍTULO XXX – Conclusão 113
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site