Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 

Capítulo 7: Capítulo 7

Página 119
Num movimento furtivo, introduziu a mão na algibeira e pousou os dedos no dinheiro, algo receoso - tratava-se de um receio frequente nele - de que tivesse deixado cair alguma moeda. No entanto, conseguiu notar o contacto de um florim, principal moeda naquela ocasião. Restavam-lhe quatro xelins e outros tantos pence. Reconheceu que não tinha possibilidade de levar Rosemary a jantar. Teriam de percorrer as ruas para cima e para baixo, como de costume, ou, na melhor das hipóteses, ir tomar um café ao Lyons. Maldição! Como podia uma pessoa divertir-se sem dinheiro?

- Voltamos sempre' à questão do dinheiro - articulou, em tom de amuo.

As palavras brotaram inesperadamente e ela olhou-o, surpreendida.

- Que queres dizer com isso?

- Refiro-me a que nada corre bem, na minha vida. É sempre o dinheiro, dinheiro, dinheiro que está na base de tudo. E, em particular, entre nós. É por isso que não me amas realmente. Há uma espécie de película de dinheiro a interpor-se. Sinto-a cada vez que te beijo.

- Dinheiro? Que tem o dinheiro que ver com o assunto?

- Tem que ver com tudo. Se eu possuísse mais, amavas-me mais.

- Que disparate! Porque te havia de amar mais?

- Não o poderias evitar. Não compreendes que se possuísse mais mereceria mais amor? Olha para mim! Olha para a minha cara, para a roupa que visto, para tudo O' resto. Julgas que seria assim, se tivesse duas mil libras por ano? Se tivesse mais dinheiro, seria uma pessoa diferente.

- Se fosses uma pessoa diferente, não te amaria.

- Isso também é um disparate. Mas encara a situação de outro modo. Se fôssemos casados, dormias comigo?

- Fazes cada pergunta! É claro que dormia. De contrário, não faria sentido que tivéssemos casado.

- Nesse caso, supõe que eu era decentemente rico. Casavas comigo?

- Que adianta falar nisso? Sabes perfeitamente que não temos meios para tal.

- Pois não. Mas imagina que tínhamos. Casavas?

- Não sei. Sim, acho que casava.

- Então, aí está! Foi o que eu disse: dinheiro!

- Não, Gordon, não! Não é justo! Deturpas as minhas palavras.

<< Página Anterior

pág. 119 (Capítulo 7)

Página Seguinte >>

Capa do livro O Vil Metal
Páginas: 257
Página atual: 119

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 2
Capítulo 3 22
Capítulo 4 38
Capítulo 5 66
Capítulo 6 85
Capítulo 7 109
Capítulo 8 129
Capítulo 9 159
Capítulo 10 185
Capítulo 11 212
Capítulo 12 231
Capítulo 13 251