A Ilha Misteriosa - Cap. 13: CAPÍTULO II Pág. 78 / 186

Gedeão Spilett, que subira a seguir, disse baixinho:

- Mas que coisa tão....

- Estranha! - concluiu o engenheiro, também a meia voz.

Estranha, ou não, fora uma coincidência feliz. Tivesse a barca passado a outra hora, que não naquele preciso momento, e seria arrastada para o mar. Os outros embarcaram e umas quantas remadas bastaram para os pôr do outro lado, junto à foz. Puxaram o bote para a areia e encaminharam-se para as escadas... Nesse momento, Top começou a ladrar furiosamente e Nab, que tinha ido à frente e procurava no escuro a extremidade da escada de corda, soltou um grito. A escada desaparecera! Cyrus Smith ficou paralisado, sem articular palavra. O que poderia ter acontecido? Os outros começaram a procurar às apalpadelas ao longo da muralha de granito, não fosse o caso de a escada se ter desprendido e caído na praia... Mas não! Quanto a saber se algum golpe de vento levantara a escada, deixando-a presa nalgum ponto da falésia, só de manhã isso seria possível.

- Se é uma brincadeira, é de muito mau gosto! - vociferava Pencroff. - Isto de uma pessoa chegar a casa e não poder entrar, não tem graça nenhuma! Mais a mais, estafados como estamos.

- Não tem estado vento... - murmurou Harbert.

- Ouçam, amigos, com esta escuridão não podemos fazer nada. Vamos esperar pelo romper do dia e logo se verá... - decidiu o engenheiro Smith. - Dormimos nas Chaminés que sempre é melhor do que ficar ao relento.

Mal clareou a madrugada, o grupo de colonos aproximou-se cautelosamente da Casa de Granito, de armas preparadas para qualquer eventualidade. Mal olharam lá para cima, soou uma exclamação unânime: a porta estava escancarada! Não havia dúvida de que alguém entrara em casa, na ausência dos colonos.

A primeira escada, da porta ao patamar de rocha, estava no lugar, mas a parte inferior fora puxada para cima.





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