Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 58: Capítulo 58

Página 101
LVII

Pega-se a irreligiosidade dos meios cristãos in flagrante simplesmente colocando os fins tencionados pelo cristianismo ao lado dos tencionados pelo código de Manu — pondo essas duas finalidades monstruosamente antitéticas sob uma forte luz. O crítico do cristianismo não pode evitar a necessidade de torná-lo desprezível. — O código de Manu tem a mesma origem que todo bom livro de leis: sumariza a prática, a sagacidade e a experimentação ética de longos séculos; chega às suas conclusões, e então não cria mais nada. O pré-requisito para uma codificação dessa espécie é reconhecer que os meios usados para estabelecer a autoridade de uma verdade adquirida dura e lentamente diferem fundamentalmente dos que seriam utilizados para demonstrá-la. Um livro de leis nunca relata a utilidade, as razões, a casuística de suas leis: com isso perderia o tom imperativo, o “tu deves”, no qual a obediência se fundamenta. O problema encontra-se exatamente aqui. — Em um certo ponto da evolução de um povo, sua classe mais judiciosa, ou seja, com melhor perceção do passado e do futuro, declara que as séries experiências usadas para determinar como todos devem viver — ou podem viver — chegaram ao fim. O objetivo agora é colher os frutos mais ricos possíveis desses dias de experimentação e experiências difíceis. Em consequência, o que se deve evitar acima de tudo é o prolongamento da experimentação — a continuação do estado no qual os valores são volúveis, sendo testados, escolhidos e criticados ad infinitum.

<< Página Anterior

pág. 101 (Capítulo 58)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro O AntiCristo
Páginas: 117
Página atual: 101

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 2
Capítulo 3 3
Capítulo 4 4
Capítulo 5 5
Capítulo 6 6
Capítulo 7 7
Capítulo 8 8
Capítulo 9 10
Capítulo 10 11
Capítulo 11 12
Capítulo 12 13
Capítulo 13 15
Capítulo 14 16
Capítulo 15 17
Capítulo 16 19
Capítulo 17 20
Capítulo 18 22
Capítulo 19 24
Capítulo 20 25
Capítulo 21 26
Capítulo 22 28
Capítulo 23 30
Capítulo 24 31
Capítulo 25 34
Capítulo 26 37
Capítulo 27 39
Capítulo 28 42
Capítulo 29 44
Capítulo 30 45
Capítulo 31 47
Capítulo 32 48
Capítulo 33 50
Capítulo 34 53
Capítulo 35 55
Capítulo 36 57
Capítulo 37 58
Capítulo 38 59
Capítulo 39 60
Capítulo 40 62
Capítulo 41 64
Capítulo 42 66
Capítulo 43 67
Capítulo 44 69
Capítulo 45 71
Capítulo 46 74
Capítulo 47 77
Capítulo 48 79
Capítulo 49 81
Capítulo 50 83
Capítulo 51 85
Capítulo 52 87
Capítulo 53 90
Capítulo 54 92
Capítulo 55 94
Capítulo 56 96
Capítulo 57 99
Capítulo 58 101
Capítulo 59 106
Capítulo 60 109
Capítulo 61 111
Capítulo 62 113
Capítulo 63 115
Capítulo 64 117
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site