Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 26: Capítulo 26

Página 37
XXV

A história de Israel é inestimável como uma típica história de uma tentativa de deturpar todos os valores naturais: exponho três fatos corroboram isso. Originalmente, e acima de tudo no tempo da monarquia, Israel manteve uma atitude justa em relação às coisas, ou seja, uma atitude natural. O seu Javé (Uma das designações do Deus de Israel) era a expressão da consciência de seu próprio poder, de sua alegria consigo mesmo, da esperança que tinha em si: através dele os judeus buscavam a vitória e a salvação, através dele esperavam que a natureza lhes desse tudo que fosse necessário para sua existência — acima de tudo, chuva. Javé é o Deus de Israel e, consequentemente, o Deus da justiça: essa é a lógica de toda raça que possui poder em suas mãos e que o utiliza com a consciência tranquila. Na cerimônia religiosa dos judeus ambos aspetos dessa autoafirmação ficam manifestos. A nação é grata pelo grande destino que a possibilitou obter domínio; é grata pela benéfica regularidade na mudança das estações e por toda a fortuna que favorece seus rebanhos e colheitas. — Essa visão das coisas permaneceu ideal por um longo período, mesmo após ter sido despojada de validade tragicamente: dentro, a anarquia, fora, os assírios. Mas o povo ainda conservou, como uma projeção de sua mais alta aspiração, a visão de um rei que era ao mesmo tempo um galante guerreiro e um decoroso juiz — foi conservada sobretudo por aquele profeta típico (ou seja, crítico e satírico do momento), Isaías. — Mas toda a esperança foi vã. O velho Deus não podia mais fazer o que fizera noutros tempos. Deveria ter sido abandonado.

<< Página Anterior

pág. 37 (Capítulo 26)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro O AntiCristo
Páginas: 117
Página atual: 37

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 2
Capítulo 3 3
Capítulo 4 4
Capítulo 5 5
Capítulo 6 6
Capítulo 7 7
Capítulo 8 8
Capítulo 9 10
Capítulo 10 11
Capítulo 11 12
Capítulo 12 13
Capítulo 13 15
Capítulo 14 16
Capítulo 15 17
Capítulo 16 19
Capítulo 17 20
Capítulo 18 22
Capítulo 19 24
Capítulo 20 25
Capítulo 21 26
Capítulo 22 28
Capítulo 23 30
Capítulo 24 31
Capítulo 25 34
Capítulo 26 37
Capítulo 27 39
Capítulo 28 42
Capítulo 29 44
Capítulo 30 45
Capítulo 31 47
Capítulo 32 48
Capítulo 33 50
Capítulo 34 53
Capítulo 35 55
Capítulo 36 57
Capítulo 37 58
Capítulo 38 59
Capítulo 39 60
Capítulo 40 62
Capítulo 41 64
Capítulo 42 66
Capítulo 43 67
Capítulo 44 69
Capítulo 45 71
Capítulo 46 74
Capítulo 47 77
Capítulo 48 79
Capítulo 49 81
Capítulo 50 83
Capítulo 51 85
Capítulo 52 87
Capítulo 53 90
Capítulo 54 92
Capítulo 55 94
Capítulo 56 96
Capítulo 57 99
Capítulo 58 101
Capítulo 59 106
Capítulo 60 109
Capítulo 61 111
Capítulo 62 113
Capítulo 63 115
Capítulo 64 117
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site