Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 6: CAPÍTULO V
LEIS DA VARIAÇÃO

Página 183
por que seria ainda frequentemente variável num grau muito mais elevado do que outras partes; pois a variação é um processo lento e prolongado, e a selecção natural em tais casos não terá tido ainda tempo suficiente para superar a tendência para a variabilidade suplementar e a reversão a um estado menos modificado. Mas quando uma espécie com qualquer órgão extraordinariamente desenvolvido se torna a antecessora de muitos descendentes modificados - o que na minha perspectiva tem de ser um processo muito lento, exigindo um longo intervalo de tempo - neste caso, a selecção natural pode ter prontamente conseguido dar um carácter fixo ao órgão, por muito extraordinário que seja o seu desenvolvimento. As espécies que herdam de uma antecessora comum uma constituição quase idêntica e estão sujeitas a influências semelhantes tenderão naturalmente a apresentar variações análogas, e estas mesmas espécies podem ocasionalmente reverter a alguns caracteres dos seus progenitores antigos. Ainda que reversão e variação análoga possam não dar origem a modificações novas e importantes, tais modificações contribuirão para a bela e harmoniosa diversidade da natureza.

Seja qual for a causa de cada diferença ligeira na prole dos seus progenitores - e todas têm de ter uma causa - é a constante acumulação de tais diferenças através da selecção natural, quando são benéficas para o indivíduo, que dá origem às mais importantes modificações de estrutura, que torna os inumeráveis seres que habitam a superfície da Terra capazes de lutar entre si e os mais bem adaptados a sobreviver.

<< Página Anterior

pág. 183 (Capítulo 6)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro A Origem das Espécies
Páginas: 524
Página atual: 183

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
INTRODUÇÃO 1
CAPÍTULO I
VARIAÇÃO SOB DOMESTICAÇÃO
7
CAPÍTULO II
VARIAÇÃO EM ESTADO DE NATUREZA
49
CAPÍTULO III
LUTA PELA EXISTÊNCIA
67
CAPÍTULO IV
SELECÇÃO NATURAL
88
CAPÍTULO V
LEIS DA VARIAÇÃO
143
CAPÍTULO VI
DIFICULDADES ENFRENTADAS PELA TEORIA
184
CAPÍTULO VII
INSTINTO
223
CAPÍTULO VIII HIBRIDISMO 263
CAPÍTULO IX
SOBRE A INPERFEIÇÃO DO REGISTO GEOLÓGICO
302
CAPÍTULO X
SOBRE A SUCESSÃO GEOLÓGICA DOS SERES ORGÂNICOS
336
CAPÍTULO XI
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
372
CAPÍTULO XII
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA (continuação)
411
CAPÍTULO XIII
AFINIDADES MÚTUAS DOS SERES ORGÂNICOS. MORFOLOGIA. EMBRIOLOGIA. ÓRGÂOS RUDIMENTARES.
441
CAPÍTULO XIV
RECAPITULAÇÃO E CONCLUSÃO
491
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site