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Capítulo 9: CAPÍTULO VIII HIBRIDISMO

Página 263
CAPÍTULO VIII HIBRIDISMO

Distinção entre a esterilidade de primeiros cruzamentos e de híbridos - A esterilidade varia em grau, não é universal, é afectada pelo entrecruzamento próximo e eliminada pela domesticação - Leis que regem a esterilidade dos híbridos - A esterilidade não é uma dotação especial, mas subordinada a outras diferenças - Causas da esterilidade dos primeiros cruzamentos e dos híbridos - Paralelismo entre os efeitos das condições de vida modificadas e do cruzamento - A fertilidade das variedades quando cruzadas e da sua prole mista não é universal - Comparação entre os híbridos e os mistos independentemente da sua fertilidade - Resumo.

A perspectiva geralmente adoptada pelos naturalistas é a de que as espécies, quando entrecruzadas, foram especialmente dotadas com a qualidade da esterilidade, de maneira a impedir a confusão de todas as formas orgânicas. Esta perspectiva parece certamente provável à primeira vista, pois as espécies na mesma região dificilmente se teriam mantido distintas se fossem capazes de se cruzar livremente. A importância do facto de os híbridos serem muito geralmente estéreis tem sido, segundo creio, muito subestimada por alguns autores recentes. Segundo a teoria da selecção natural, o caso é especialmente importante, na medida em que a esterilidade dos híbridos não poderia dar-lhes qualquer vantagem, e portanto não poderia ter sido adquirida pela preservação contínua de sucessivos graus de esterilidade vantajosos. Espero, todavia, ser capaz de mostrar que a esterilidade não é uma qualidade especialmente adquirida ou dotada, mas depende de outras diferenças adquiridas.

No tratamento deste assunto, tem-se geralmente confundido duas classes de factos, em grande medida fundamentalmente diferentes entre si; nomeadamente, a esterilidade de duas espécies num primeiro cruzamento e a esterilidade dos híbridos produzidos a partir delas.

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Capa do livro A Origem das Espécies
Páginas: 524
Página atual: 263

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
INTRODUÇÃO 1
CAPÍTULO I
VARIAÇÃO SOB DOMESTICAÇÃO
7
CAPÍTULO II
VARIAÇÃO EM ESTADO DE NATUREZA
49
CAPÍTULO III
LUTA PELA EXISTÊNCIA
67
CAPÍTULO IV
SELECÇÃO NATURAL
88
CAPÍTULO V
LEIS DA VARIAÇÃO
143
CAPÍTULO VI
DIFICULDADES ENFRENTADAS PELA TEORIA
184
CAPÍTULO VII
INSTINTO
223
CAPÍTULO VIII HIBRIDISMO 263
CAPÍTULO IX
SOBRE A INPERFEIÇÃO DO REGISTO GEOLÓGICO
302
CAPÍTULO X
SOBRE A SUCESSÃO GEOLÓGICA DOS SERES ORGÂNICOS
336
CAPÍTULO XI
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
372
CAPÍTULO XII
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA (continuação)
411
CAPÍTULO XIII
AFINIDADES MÚTUAS DOS SERES ORGÂNICOS. MORFOLOGIA. EMBRIOLOGIA. ÓRGÂOS RUDIMENTARES.
441
CAPÍTULO XIV
RECAPITULAÇÃO E CONCLUSÃO
491
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