Procurar livros:
    Procurar
Procurar livro na nossa biblioteca
 
 
Procurar autor
   
Procura por autor
 
marcador
  • Sem marcador definido
Marcador
 
 
 
Navegar

Capítulo 13: CAPÍTULO XII
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA (continuação)

Página 412
Mas no mesmo continente as espécies têm frequentemente uma distribuição ampla e quase caprichosa; pois dois sistemas fluviais terão alguns peixes em comum e alguns serão diferentes. Alguns factos parecem favorecer a possibilidade do seu transporte ocasional por meios acidentais; como o caso dos peixes vivos que não raro são largados por furacões na Índia, e a vitalidade dos seus ovos quando retirados da água. Mas inclino-me a atribuir a dispersão dos peixes de água doce sobretudo a mudanças ligeiras recentes, no nível da terra, tendo feito que os rios fluíssem uns para os outros. Poder-se-ia também dar exemplos desta ocorrência durante cheias, sem quaisquer alterações de nível. Temos indícios, nos depósitos sedimentares do Reno, de consideráveis alterações de nível na terra, num período geológico muito recente, quando a superfície foi povoada por moluscos terrestres e de água doce existentes. A grande diferença dos peixes em lados opostos de cordilheiras contínuas, que têm desde um período primitivo de ter sistemas fluviais separados e impedido completamente a sua junção, parece levar a esta mesma conclusão. No que se refere a formas próximas de peixes de água doce que ocorrem em pontos do mundo muito distantes, sem dúvida que há muitos casos que não se pode por enquanto explicar: mas alguns peixes de água doce pertencem a formas muito antigas e, em tais casos, terá havido bastante tempo para grandes mudanças geográficas e consequentemente tempo e meios para muita migração. Em segundo lugar, é possível, com cuidado, habituar lentamente os peixes de água salgada a viver em água doce; e, segundo Valenciennes, dificilmente há um só grupo de peixes que sejam exclusivamente confinados a água doce, pelo que podemos imaginar que um membro marinho de um grupo de água doce poderia viajar grandes distâncias ao longo das costas marítimas, modificando-se e adaptando-se subsequentemente às águas doces de uma terra distante.

<< Página Anterior

pág. 412 (Capítulo 13)

Página Seguinte >>

anúncio
Capa do livro A Origem das Espécies
Páginas: 524
Página atual: 412

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
INTRODUÇÃO 1
CAPÍTULO I
VARIAÇÃO SOB DOMESTICAÇÃO
7
CAPÍTULO II
VARIAÇÃO EM ESTADO DE NATUREZA
49
CAPÍTULO III
LUTA PELA EXISTÊNCIA
67
CAPÍTULO IV
SELECÇÃO NATURAL
88
CAPÍTULO V
LEIS DA VARIAÇÃO
143
CAPÍTULO VI
DIFICULDADES ENFRENTADAS PELA TEORIA
184
CAPÍTULO VII
INSTINTO
223
CAPÍTULO VIII HIBRIDISMO 263
CAPÍTULO IX
SOBRE A INPERFEIÇÃO DO REGISTO GEOLÓGICO
302
CAPÍTULO X
SOBRE A SUCESSÃO GEOLÓGICA DOS SERES ORGÂNICOS
336
CAPÍTULO XI
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
372
CAPÍTULO XII
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA (continuação)
411
CAPÍTULO XIII
AFINIDADES MÚTUAS DOS SERES ORGÂNICOS. MORFOLOGIA. EMBRIOLOGIA. ÓRGÂOS RUDIMENTARES.
441
CAPÍTULO XIV
RECAPITULAÇÃO E CONCLUSÃO
491
Links Relacionados
 
Artigos: Porque lemos literatura | O Ensaio na literatura | O primeiro texto da língua portuguesa 
© 2010 Ciberforma Informática. Todos os direitos reservados. Contacto | Política de privacidade | Mapa do Site