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Capítulo 6: Capítulo 6

Página 26

O Ingénuo chega à casa de sua amada e fica deveras furioso

Logo que chegou, perguntara o Ingénuo a uma criada velha onde era o quarto da sua querida, e, sem perda de tempo, empurrara fortemente a porta mal fechada, correndo para o leito. Acordando-se em sobressalto, exclamara a senhorita:

- Como?! És tu? Pára, pára! Que é que estás a fazer?

- Estou casando contigo - respondera ele.

E com efeito a desposaria se ela não se houvesse debatido com toda a honestidade de uma pessoa que recebeu educação. O Ingénuo não queria saber de brincadeira; achava todas aquelas gatimónias muito fora de propósito:

- Não era assim que fazia a senhorita Abacaba, a minha primeira namorada; não tens nenhuma seriedade; prometeste-me casamento e não queres casar: estás infringindo as leis mais elementares da honra; hei de ensinar-te a manteres a tua palavra, e te porei no caminho da virtude.

O Ingénuo possuía uma virtude varonil e intrépida, digna do seu padroeiro Hércules, cujo nome recebera na pia; ia exercê-la em toda a sua extensão quando, aos lancinantes gritos da senhorita, mais discretamente virtuosa, acudiu o honrado padre de St. Yves, com a sua governante, um velho criado devoto e um padre da paróquia.

- Meu Deus, meu caro vizinho - lhe disse o abade, - que vem a ser isso?

- É o meu dever - replicou o jovem. - Estou simplesmente cumprindo a minha promessa, que é sagrada.

A senhorita de St. Yves recompôs-se, enrubescendo.

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Capa do livro O Ingénuo
Páginas: 91
Página atual: 26

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 9
Capítulo 3 14
Capítulo 4 18
Capítulo 5 22
Capítulo 6 26
Capítulo 7 30
Capítulo 8 34
Capítulo 9 37
Capítulo 10 41
Capítulo 11 47
Capítulo 12 51
Capítulo 13 53
Capítulo 14 59
Capítulo 15 62
Capítulo 16 66
Capítulo 17 69
Capítulo 18 72
Capítulo 19 76
Capítulo 20 84
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