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Capítulo 17: Capítulo 17

Página 69

Ela sucumbe por virtude

Pedia à amiga que a matasse; mas esta mulher, não menos indulgente que o jesuíta, falou-lhe ainda com mais clareza.

- Ai! - suspirou ela. - Os negócios não se arranjam de outra maneira nesta Corte tão amável, tão galante e afamada. Os lugares mais medíocres, e os mais consideráveis, muitas vezes não foram concedidos senão pelo preço que exigem de ti. Escuta, tu me inspiraste amizade e confiança; pois confesso-te que, se me houvesse mostrado tão difícil como tu, meu marido não teria o pequeno cargo de que vive; ele bem o sabe e, longe de se agastar com isso, vê em mim a sua benfeitora e considera-se criatura minha. Pensas que todos aqueles que estiveram à testa das províncias, ou mesmo dos exércitos, tenham devido as honrarias e a fortuna unicamente a seus serviços? Há os que o devem às senhoras suas esposas. As dignidades da guerra foram solicitadas pelo amor; e o lugar concedido ao esposo da mais bela. Tu estás em uma situação muito mais interessante: o fim é libertares teu noivo e desposá-lo; trata-se de um dever sagrado a que não podes faltar. Ninguém censurou as belas e grandes damas de quem te falo; a ti, hão de aplaudir-te e dirão que só te permitiste uma fraqueza por excesso de virtude.

- Ah! que virtude! - exclamou a bela. St. Yves. - Que labirinto de iniquidades! Que país! E como aprendo a conhecer os homens! Um padre de La Chaise e um bailio ridículo mandam meu noivo para a prisão; minha família me persegue; e só me estendem a mão, na desgraça, para desonrar-me.

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Capa do livro O Ingénuo
Páginas: 91
Página atual: 69

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 9
Capítulo 3 14
Capítulo 4 18
Capítulo 5 22
Capítulo 6 26
Capítulo 7 30
Capítulo 8 34
Capítulo 9 37
Capítulo 10 41
Capítulo 11 47
Capítulo 12 51
Capítulo 13 53
Capítulo 14 59
Capítulo 15 62
Capítulo 16 66
Capítulo 17 69
Capítulo 18 72
Capítulo 19 76
Capítulo 20 84
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