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Capítulo 17: Capítulo 17

Página 128
DEZASSEIS

A mulher é um dos «prodígios». E o outro prodígio é o Dragão. O dragão é um dos mais velhos símbolos da consciência humana. O símbolo do dragão e da serpente tão profundamente atingem a consciência humana, que um simples ruído na erva pode fazer o mais empedernido dos «modernos» sobressaltar-se com profundidades onde não tem nenhum domínio:

Para começar, o dragão é símbolo do fluido, rápido e espantoso movimento da vida dentro de nós. Vida em sobressalto que nos percorre como uma serpente; ou que se enrosca dentro de nós como uma serpente, cheio de força e a espreita; o dragão e isto. E com o cosmo passa-se o mesmo.

Desde os mais antigos tempos o homem teve consciência de um «poder» ou força dentro de si - e também fora de si - que não dominava por completo. É uma força fluida e ondulante que pode permanecer muito sonolenta, adormecida, no entanto pronta a dar um inesperado salto. São assim as raivas súbitas que irrompem, chegadas do mais fundo de nós mesmos, arrebatadoras e terríveis nas pessoas dadas a paixões; e os súbitos acessos de desejo violento, de bravio desejo sexual ou intensa fome, ou de um grande desejo de qualquer género, mesmo de dormir. A fome que fez Esaú vender o direito de primogénito, podemos chamar o seu dragão; mais tarde, os Gregos chegariam mesmo a chamar-lhe um «deus» dentro dele.

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Capa do livro Apocalipse
Páginas: 180
Página atual: 128

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 4
Capítulo 3 14
Capítulo 4 18
Capítulo 5 27
Capítulo 6 33
Capítulo 7 46
Capítulo 8 69
Capítulo 9 75
Capítulo 10 77
Capítulo 11 89
Capítulo 12 99
Capítulo 13 102
Capítulo 14 107
Capítulo 15 112
Capítulo 16 122
Capítulo 17 128
Capítulo 18 143
Capítulo 19 149
Capítulo 20 155
Capítulo 21 160
Capítulo 22 161
Capítulo 23 162
Capítulo 24 170
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