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Capítulo 7: Capítulo 7

Página 46
SEIS

E agora teremos de admitir que também estamos gratos à Revelação de S. João por nos dar sugestões sobre o sumptuoso cosmo e pôr em momentâneo contacto com ele. Contactos só passageiros, diga-se a verdade, e depois interrompidos por esse outro espírito de esperança-desespero. Por tais momentos estamos, porém, reconhecidos.

Em toda a primeira parte do Apocalipse há lampejos de verdadeiro culto cósmico. Para os cristãos o cosmos fez-se anátema, embora a primitiva Igreja Católica tenha-o até certo ponto restaurado depois do colapso da Idade das Trevas. Depois da Reforma, o cosmo voltou a ser anátema para os protestantes. Substituíram-no por um universo de forças e uma ordem mecânica não-vitais,

todo o resto se fez abstracção, tendo-se dado início à longa e lenta morte do ser humano. Esta morte lenta originou ciência e máquinas, mas ambas são produto da morte.

A morte era, por certo, necessária. A longa e lenta morte da ociedade que faz paralelo com a morte rápida de Jesus e de outros deuses moribundos. Trata-se, não obstante, da morte, e ela terminará com o aniquilamento da raça humana - tal como João de Patrnos tão fervorosamente ansiava -, a menos que haja uma mudança, uma ressurreição e um regresso ao cosmo.

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Capa do livro Apocalipse
Páginas: 180
Página atual: 46

 
   
 
   
Os capítulos deste livro:
Capítulo 1 1
Capítulo 2 4
Capítulo 3 14
Capítulo 4 18
Capítulo 5 27
Capítulo 6 33
Capítulo 7 46
Capítulo 8 69
Capítulo 9 75
Capítulo 10 77
Capítulo 11 89
Capítulo 12 99
Capítulo 13 102
Capítulo 14 107
Capítulo 15 112
Capítulo 16 122
Capítulo 17 128
Capítulo 18 143
Capítulo 19 149
Capítulo 20 155
Capítulo 21 160
Capítulo 22 161
Capítulo 23 162
Capítulo 24 170
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