Apocalipse - Cap. 17: Capítulo 17 Pág. 139 / 180

Do sangue vermelho, rápido e vivo que era o supremo mistério; do sangue lento, purpúreo, escuro e espesso, o mistério real.

Os antigos reis de Roma, da antiga Roma de facto atrasada mil anos em relação à civilização do Mediterrâneo oriental, pintavam o rosto de escarlate para ficarem divinamente reais. E os peles-vermelhas da América do Norte fazem o mesmo. Só são vermelhos por virtude desse autêntico escarlate pintado a que eles chamam «feitiçaria». Porém, quanto a cultura e religião os peles-vermelhas estão quase no período neolítico. Ah! Que visão obscura do tempo, nos pueblos do Novo México, quando os homens saem de casa com as faces ,pintadas de um fulgurante escarlate! Deuses! Parecem deuses! E o dragão vermelho, o belo dragão vermelho.

Ele envelheceu, porém, e as suas formas de vida tornaram-se fixas. Mesmo nos pueblos do Novo México, onde as frias formas de vida são as do grande dragão vermelho, o maior dos dragões, mesmo lá as formas de vida são realmente maléficas e, para fugirem ao vermelho, os homens são apaixonados pela cor azul, o azul da turquesa. Turquesa e prateado são as cores por que eles anseiam. Porque o dourado é do dragão vermelho.





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